
Irregularidade fiscal refere a qualquer situação em que uma pessoa física ou jurídica não cumpre suas obrigações tributárias, resultando em pendências junto aos órgãos competentes, como a Receita Federal.
A irregularidade fiscal ocorre quando há descumprimento das normas tributárias, que pode incluir:
Falta de pagamento de impostos: Não quitar tributos devidos dentro dos prazos estabelecidos.
Quando há falta de pagamento de impostos — ou seja, quando uma pessoa física ou jurídica não quita os tributos devidos dentro dos prazos estabelecidos — ocorrem várias consequências legais e financeiras. Veja as principais:
Multa e juros
O contribuinte é obrigado a pagar o imposto com multa de mora e juros (normalmente calculados com base na taxa Selic).
Quanto maior o atraso, maior o valor total devido.
Inscrição em dívida ativa
Após um certo período sem pagamento, o débito é inscrito na Dívida Ativa do ente público (União, estado ou município).
Essa inscrição gera custos adicionais (encargos legais).
Cobrança judicial (Execução Fiscal)
O governo pode ingressar com uma ação de execução fiscal, exigindo o pagamento do débito.
Nesse processo, bens e valores podem ser penhorados (bloqueio de contas, veículos, imóveis etc.).
Impedimentos e restrições
A empresa pode ficar impedida de emitir certidão negativa de débitos (CND), o que bloqueia participação em licitações, financiamentos e contratos com o poder público.
Pessoas físicas também podem ter restrições para obter financiamentos ou participar de programas governamentais.
Nome inscrito em cadastros de inadimplentes
Em alguns casos, o nome pode ser incluído em cadastros de devedores, como a Serasa ou o Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados).
Possível responsabilização penal (em casos específicos)
Se houver fraude, sonegação ou omissão dolosa de informações, o contribuinte pode responder por crime tributário, com pena de detenção e multa.
Quando ocorre a entrega de declarações fiscais fora do prazo — ou seja, o contribuinte não envia as obrigações acessórias dentro do prazo estabelecido pela Receita Federal ou outro órgão tributário — as principais consequências são:
A Receita Federal (ou o órgão fiscalizador) aplica multas automáticas.
O valor varia conforme o tipo de declaração e o tempo de atraso.
Enquanto as declarações estiverem pendentes, o contribuinte não consegue obter CND, o que pode impedir:
Se o atraso for prolongado e reincidente, o CNPJ pode ser suspenso até que as declarações sejam entregues.
Pessoas físicas e jurídicas podem ter retida a restituição de imposto ou perder benefícios, como regimes especiais de tributação.
A não entrega (ou entrega atrasada) aumenta a probabilidade de fiscalização e de autuações por parte do Fisco.
Juros de mora (Selic acumulada);
Encargos legais, caso o débito seja inscrito em dívida ativa.
Entender e evitar irregularidades fiscais é crucial para manter a conformidade tributária e evitar problemas legais e financeiros.
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