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Diferença entre Simples Nacional e Lucro Presumido para empresas prestadoras de serviços

Missão cumprida. Hora de pausar. (3)

Escolher entre Simples Nacional ou Lucro Presumido é uma decisão estratégica para empresas prestadoras de serviços. Apesar disso, muitos empresários permanecem no regime escolhido na abertura da empresa sem reavaliar se ele ainda é o mais vantajoso diante do faturamento, da folha de pagamento e da margem de lucro.

A verdade é que não existe um regime tributário melhor por definição. Dependendo da atividade exercida e da estrutura do negócio, a diferença de carga tributária entre o Simples Nacional e o Lucro Presumido pode ser significativa — tanto para gerar economia quanto para aumentar custos de forma silenciosa.

Neste artigo, você vai entender as principais diferenças entre esses dois regimes para empresas de serviços, quais critérios realmente importam na escolha e em que situações cada opção tende a ser mais vantajosa, sempre com foco em decisão técnica e segurança fiscal.

O que é planejamento tributário?

O planejamento tributário é o conjunto de estratégias legais adotadas pela empresa para reduzir a carga de impostos, evitar autuações fiscais e melhorar o fluxo de caixa.
Ele envolve a análise do faturamento, despesas, tipo de atividade e estrutura do negócio, para escolher o regime tributário mais vantajoso.

Redução legal da carga tributária:

O principal objetivo do planejamento é pagar o mínimo possível de impostos dentro da lei.
Cada regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real) possui regras e alíquotas diferentes. Escolher o regime correto pode representar grande economia.

Melhora no fluxo de caixa e na lucratividade:

Com menos impostos indevidos, a empresa libera mais recursos para:

  • Investir em expansão, tecnologia ou marketing;
  • Reforçar o capital de giro;
  • Aumentar sua competitividade no mercado..

Prevenção de autuações e multas:

O planejamento tributário também evita problemas com o fisco, pois:

  • Garante que os impostos sejam recolhidos corretamente;
  • Evita erros de enquadramento e omissões fiscais;
  • Mantém a empresa em conformidade com a legislação.

Falhas nesse aspecto podem gerar multas elevadas e até processos administrativos.

Apoio à tomada de decisão

O planejamento tributário fornece informações confiáveis para o gestor decidir:

  • Qual regime é mais vantajoso;
  • Quando mudar de regime;
  • Como distribuir lucros de forma eficiente;
  • Se vale a pena abrir uma nova empresa, filial ou mudar o enquadramento.

Sustentabilidade e competitividade

Empresas que planejam seus tributos conseguem:

  • Ser mais competitivas, pois têm menor custo final;
  • Sobreviver por mais tempo no mercado;
  • Atrair investidores pela previsibilidade e organização financeira.

 

Em resumo:

O planejamento tributário é uma ferramenta estratégica que garante economia, segurança e eficiência para a empresa.

Ele permite cumprir as obrigações fiscais com inteligência, evitando desperdício de recursos e fortalecendo a saúde financeira do negócio.

Empresa prestadora de serviços

Empresas desse tipo geralmente lidam com custos operacionais mais baixos e mão de obra mais elevada, o que influencia diretamente na melhor escolha tributária.
Exemplos: consultorias, agências de marketing, escritórios de advocacia, clínicas médicas, empresas de tecnologia, etc.

Comparativo: Lucro Presumido x Simples Nacional:

Critério

Lucro Presumido

Simples Nacional

Faturamento anual máximo

Até R$ 78 milhões

Até R$ 4,8 milhões

Forma de cálculo

O lucro é presumido com base em um percentual do faturamento (geralmente 32% para serviços). Sobre esse valor aplica-se IRPJ e CSLL.

Unificação de tributos em uma única guia (DAS), com alíquotas progressivas conforme o faturamento.

Tributos pagos

IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS e, em alguns casos, INSS patronal.

Todos os tributos federais, estaduais e municipais (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS, etc.) são recolhidos juntos.

Alíquota efetiva (estimada)

Entre 13% e 16% sobre o faturamento (dependendo do serviço e da prefeitura).

Pode variar de 6% a 33%, conforme o anexo e o faturamento acumulado.

Complexidade contábil

Mais complexa: exige escrituração completa e controle de impostos individualmente.

Mais simples: cálculo unificado e obrigações acessórias reduzidas.

Créditos de PIS/COFINS

Não há direito a créditos no regime cumulativo.

Não se aplica, pois o Simples unifica tributos.

Vantagens principais

Pode ser mais vantajoso para empresas com margens de lucro altas e pouca despesa dedutível.

Simplificação de obrigações fiscais e carga reduzida para pequenas empresas.

Desvantagens principais

Mais burocrático e pode ter carga maior em faturamentos baixos.

Pode ser menos vantajoso se a empresa tiver folha alta ou margens elevadas.

Exemplo prático (comparativo simplificado)

Uma empresa de serviços fatura R$ 600.000 por ano.

 Simples Nacional (Anexo III ou V, conforme atividade):

  • Alíquota média aproximada: 12%
  • Imposto anual: R$ 72.000

 Lucro Presumido:

  • Base de presunção: 32% × 600.000 = R$ 192.000
  • IRPJ + CSLL ≈ 15% sobre 192.000 = R$ 28.800
  • PIS + COFINS ≈ 3,65% sobre faturamento = R$ 21.900
  • ISS ≈ 5% sobre faturamento = R$ 30.000
  • Total ≈ R$ 80.700 (13,45%)

 Nesse caso, a diferença é pequena, mas o Simples Nacional ainda é mais vantajoso pela facilidade e menor custo administrativo.

Qual o melhor regime?

O melhor regime tributário depende de:

  • Faturamento anual;
  • Tipo de serviço e anexo do Simples aplicável;
  • Percentual de despesas e margem de lucro;
  • Folha de pagamento (importante no cálculo do Fator “r” no Simples Nacional);
  • Estrutura administrativa e capacidade de cumprir obrigações contábeis.
  • Empresas menores e com faturamento até R$ 4,8 milhões tendem a se beneficiar do Simples Nacional.
  • Empresas maiores ou com margens altas podem encontrar vantagem no Lucro Presumido.
  • O planejamento tributário anual é essencial para comparar cenários e garantir economia legal de impostos.

 

 A escolha do anexo correto no Simples Nacional é uma das decisões mais importantes dentro do planejamento tributário de uma empresa, especialmente para prestadoras de serviços.

O que são os anexos do Simples Nacional?

O Simples Nacional é um regime tributário que unifica vários impostos (federais, estaduais e municipais) em uma única guia — o DAS.
Mas a alíquota de imposto varia conforme o tipo de atividade da empresa, que é enquadrada em cinco anexos (I a V).

Anexo

Tipo de atividade

Alíquota inicial

I

Comércio

4,00%

II

Indústria

4,50%

III

Serviços com maior uso de mão de obra (ex: academias, clínicas, TI, educação)

6,00%

IV

Serviços com obrigação de pagar INSS patronal à parte (ex: construção civil, limpeza, vigilância)

4,50%

V

Serviços intelectuais e profissionais (ex: advocacia, consultoria, engenharia)

15,50%

Por que o anexo correto é tão importante?

A escolha do anexo certo determina quanto imposto a empresa vai pagar.
Um enquadramento incorreto pode resultar em:

  • Pagamento excessivo de tributos, reduzindo o lucro;
  • Risco de autuação fiscal, se o Fisco entender que houve erro no enquadramento;
  • Perda de competitividade, já que o custo tributário influencia o preço final.

Impacto do Fator “r”

Para algumas atividades (principalmente de serviços), a empresa pode ser enquadrada no Anexo III ou V, dependendo do Fator “r”:

  • Se Fator r ≥ 28%, a empresa pode ser tributada pelo Anexo III (alíquotas menores).
  • Se Fator r < 28%, ela vai para o Anexo V (alíquotas bem maiores).

Assim, manter uma folha de pagamento adequada pode reduzir muito a carga tributária.

 Exemplo prático

Uma empresa de tecnologia (serviço de desenvolvimento de software) fatura R$ 50.000/mês.

  • Se estiver no Anexo III: alíquota inicial de 6% → paga R$ 3.000/mês de impostos.
  • Se estiver no Anexo V: alíquota inicial de 15,5% → paga R$ 7.750/mês.

 

Diferença: R$ 4.750 por mês (ou R$ 57.000 por ano). Tudo depende do anexo correto e do Fator r.

Conclusão

A escolha entre Simples Nacional ou Lucro Presumido para empresas prestadoras de serviços não deve ser tratada como uma decisão padrão ou definitiva. O regime mais vantajoso depende de variáveis concretas — faturamento, tipo de serviço, folha de pagamento, margem de lucro e estrutura do negócio — e pequenas mudanças nesses fatores podem alterar completamente o cenário tributário.

Empresas que escolhem o regime tributário sem análise técnica tendem a pagar mais impostos do que deveriam, muitas vezes sem perceber. Por outro lado, quando a decisão é baseada em números, simulações e enquadramento correto, o regime tributário deixa de ser um problema e passa a ser uma ferramenta de gestão e previsibilidade financeira.

Por isso, revisar periodicamente o enquadramento tributário não é apenas uma boa prática contábil — é uma decisão estratégica para quem busca crescimento sustentável, segurança fiscal e eficiência financeira.

Se você quer ter certeza de que sua empresa prestadora de serviços está no regime tributário mais vantajoso, pagando apenas o que é devido e evitando riscos fiscais desnecessários, conte com uma análise técnica especializada.

Na Fix Compliance, atuamos com planejamento tributário estratégico, comparação detalhada entre Simples Nacional e Lucro Presumido e reestruturação segura do enquadramento fiscal, sempre com foco em economia legal e previsibilidade para o empresário.

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