Escolher entre Simples Nacional ou Lucro Presumido é uma decisão estratégica para empresas prestadoras de serviços. Apesar disso, muitos empresários permanecem no regime escolhido na abertura da empresa sem reavaliar se ele ainda é o mais vantajoso diante do faturamento, da folha de pagamento e da margem de lucro.
A verdade é que não existe um regime tributário melhor por definição. Dependendo da atividade exercida e da estrutura do negócio, a diferença de carga tributária entre o Simples Nacional e o Lucro Presumido pode ser significativa — tanto para gerar economia quanto para aumentar custos de forma silenciosa.
Neste artigo, você vai entender as principais diferenças entre esses dois regimes para empresas de serviços, quais critérios realmente importam na escolha e em que situações cada opção tende a ser mais vantajosa, sempre com foco em decisão técnica e segurança fiscal.
O planejamento tributário é o conjunto de estratégias legais adotadas pela empresa para reduzir a carga de impostos, evitar autuações fiscais e melhorar o fluxo de caixa.
Ele envolve a análise do faturamento, despesas, tipo de atividade e estrutura do negócio, para escolher o regime tributário mais vantajoso.
O principal objetivo do planejamento é pagar o mínimo possível de impostos dentro da lei.
Cada regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real) possui regras e alíquotas diferentes. Escolher o regime correto pode representar grande economia.
Com menos impostos indevidos, a empresa libera mais recursos para:
O planejamento tributário também evita problemas com o fisco, pois:
Falhas nesse aspecto podem gerar multas elevadas e até processos administrativos.
O planejamento tributário fornece informações confiáveis para o gestor decidir:
Empresas que planejam seus tributos conseguem:
Em resumo:
O planejamento tributário é uma ferramenta estratégica que garante economia, segurança e eficiência para a empresa.
Ele permite cumprir as obrigações fiscais com inteligência, evitando desperdício de recursos e fortalecendo a saúde financeira do negócio.
Empresas desse tipo geralmente lidam com custos operacionais mais baixos e mão de obra mais elevada, o que influencia diretamente na melhor escolha tributária.
Exemplos: consultorias, agências de marketing, escritórios de advocacia, clínicas médicas, empresas de tecnologia, etc.
Critério | Lucro Presumido | Simples Nacional |
Faturamento anual máximo | Até R$ 78 milhões | Até R$ 4,8 milhões |
Forma de cálculo | O lucro é presumido com base em um percentual do faturamento (geralmente 32% para serviços). Sobre esse valor aplica-se IRPJ e CSLL. | Unificação de tributos em uma única guia (DAS), com alíquotas progressivas conforme o faturamento. |
Tributos pagos | IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS e, em alguns casos, INSS patronal. | Todos os tributos federais, estaduais e municipais (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS, etc.) são recolhidos juntos. |
Alíquota efetiva (estimada) | Entre 13% e 16% sobre o faturamento (dependendo do serviço e da prefeitura). | Pode variar de 6% a 33%, conforme o anexo e o faturamento acumulado. |
Complexidade contábil | Mais complexa: exige escrituração completa e controle de impostos individualmente. | Mais simples: cálculo unificado e obrigações acessórias reduzidas. |
Créditos de PIS/COFINS | Não há direito a créditos no regime cumulativo. | Não se aplica, pois o Simples unifica tributos. |
Vantagens principais | Pode ser mais vantajoso para empresas com margens de lucro altas e pouca despesa dedutível. | Simplificação de obrigações fiscais e carga reduzida para pequenas empresas. |
Desvantagens principais | Mais burocrático e pode ter carga maior em faturamentos baixos. | Pode ser menos vantajoso se a empresa tiver folha alta ou margens elevadas. |
Uma empresa de serviços fatura R$ 600.000 por ano.
Simples Nacional (Anexo III ou V, conforme atividade):
Lucro Presumido:
Nesse caso, a diferença é pequena, mas o Simples Nacional ainda é mais vantajoso pela facilidade e menor custo administrativo.
O melhor regime tributário depende de:
A escolha do anexo correto no Simples Nacional é uma das decisões mais importantes dentro do planejamento tributário de uma empresa, especialmente para prestadoras de serviços.
O Simples Nacional é um regime tributário que unifica vários impostos (federais, estaduais e municipais) em uma única guia — o DAS.
Mas a alíquota de imposto varia conforme o tipo de atividade da empresa, que é enquadrada em cinco anexos (I a V).
Anexo | Tipo de atividade | Alíquota inicial |
I | Comércio | 4,00% |
II | Indústria | 4,50% |
III | Serviços com maior uso de mão de obra (ex: academias, clínicas, TI, educação) | 6,00% |
IV | Serviços com obrigação de pagar INSS patronal à parte (ex: construção civil, limpeza, vigilância) | 4,50% |
V | Serviços intelectuais e profissionais (ex: advocacia, consultoria, engenharia) | 15,50% |
A escolha do anexo certo determina quanto imposto a empresa vai pagar.
Um enquadramento incorreto pode resultar em:
Para algumas atividades (principalmente de serviços), a empresa pode ser enquadrada no Anexo III ou V, dependendo do Fator “r”:

Assim, manter uma folha de pagamento adequada pode reduzir muito a carga tributária.
Exemplo prático
Uma empresa de tecnologia (serviço de desenvolvimento de software) fatura R$ 50.000/mês.
Diferença: R$ 4.750 por mês (ou R$ 57.000 por ano). Tudo depende do anexo correto e do Fator r.
A escolha entre Simples Nacional ou Lucro Presumido para empresas prestadoras de serviços não deve ser tratada como uma decisão padrão ou definitiva. O regime mais vantajoso depende de variáveis concretas — faturamento, tipo de serviço, folha de pagamento, margem de lucro e estrutura do negócio — e pequenas mudanças nesses fatores podem alterar completamente o cenário tributário.
Empresas que escolhem o regime tributário sem análise técnica tendem a pagar mais impostos do que deveriam, muitas vezes sem perceber. Por outro lado, quando a decisão é baseada em números, simulações e enquadramento correto, o regime tributário deixa de ser um problema e passa a ser uma ferramenta de gestão e previsibilidade financeira.
Por isso, revisar periodicamente o enquadramento tributário não é apenas uma boa prática contábil — é uma decisão estratégica para quem busca crescimento sustentável, segurança fiscal e eficiência financeira.
Se você quer ter certeza de que sua empresa prestadora de serviços está no regime tributário mais vantajoso, pagando apenas o que é devido e evitando riscos fiscais desnecessários, conte com uma análise técnica especializada.
Na Fix Compliance, atuamos com planejamento tributário estratégico, comparação detalhada entre Simples Nacional e Lucro Presumido e reestruturação segura do enquadramento fiscal, sempre com foco em economia legal e previsibilidade para o empresário.
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