Contabilidade e assessoria empresarial

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O custo oculto da informalidade empresarial

Consequências legais, tributárias e estratégicas de operar sem formalização adequada.

Missão cumprida. Hora de pausar. (4)

Muitos empresários iniciam suas atividades acreditando que permanecer informal por um tempo — sem CNPJ, sem contrato social e sem contabilidade organizada — é uma forma de economizar, evitar burocracias ou “testar o mercado”. Esse raciocínio é comum, mas profundamente perigoso.

A informalidade pode até parecer uma solução rápida, mas é, na prática, um multiplicador de riscos jurídicos, tributários e operacionais. E esses riscos aumentam silenciosamente, até o momento em que se tornam impeditivos para o crescimento da empresa — ou pior, causas de graves prejuízos pessoais ao empreendedor.

Na Fix Compliance, entendemos que gestão de riscos é para empresas de todos os tamanhos, e que a informalidade é justamente a porta de entrada para os maiores problemas que podem comprometer o negócio.

Esse artigo explica, de forma clara e aprofundada, por que a informalidade não vale a pena — e como a formalização adequada protege o empresário, estrutura o crescimento e evita prejuízos irreversíveis.

1. O que significa operar na informalidade?

Do ponto de vista jurídico, atuar informalmente significa exercer atividade econômica organizada sem registro, sem personalidade jurídica e sem formalização mínima (Código Civil, arts. 45 e 985).

Na prática, isso implica que:

  • não existe separação entre o patrimônio do empresário e o patrimônio do negócio;
  • não há regras definidas entre sócios (quando existem);
  • não há responsabilidade limitada;
  • a empresa “não existe” para fins legais, fiscais, contratuais e societários.

 

Assim, tudo — absolutamente tudo — recai diretamente sobre a pessoa física do empreendedor.

2. Riscos Jurídicos da Informalidade

2.1 Responsabilidade pessoal ilimitada

Sem personalidade jurídica, não existe blindagem patrimonial. Isso significa que todas as dívidas do negócio podem ser cobradas diretamente do patrimônio pessoal do empreendedor, incluindo:

  • bens móveis e imóveis;
  • contas bancárias;
  • veículos;
  • aplicações financeiras.

 

A informalidade transforma o empresário no único responsável civil, tributário e contratual da operação — mesmo quando outras pessoas participam do negócio.

2.2 Dificuldade de comprovar direitos

A informalidade cria um paradoxo grave: a empresa fatura, entrega serviços, adquire produtos, cumpre obrigações — mas não consegue comprovar nada. Isso impede ou atrapalha:

  • cobrança judicial de clientes inadimplentes (ausência de notas, contratos ou emissão formal);
  • contestação de débitos;
  • participação em licitações, parcerias comerciais e marketplaces;
  • contratação de fornecedores sérios;
  • obtenção de crédito, financiamentos ou investidores.

Em outras palavras: a informalidade limita o potencial de crescimento porque não há lastro documental que comprove a operação.

2.3 Fragilidade absoluta em conflitos societários

Na ausência de contrato social, acordo de sócios e atos societários, não existe:

  • definição de percentual de participação;
  • regras de entrada e saída de sócios;
  • distribuição de lucros;
  • regras de tomada de decisão;
  • mecanismos de solução de conflitos.

 

Duas consequências são quase inevitáveis:

  1. disputas internas severas, muitas vezes irreversíveis;
  2. dissolução do negócio por falta de juridicidade mínima.

 

A Fix Compliance reforça a importância de contratos e atos societários como pilares de governança e estabilidade nas empresas.

3. Riscos Tributários: o custo oculto da “economia”

A informalidade é vista por alguns como um “alívio tributário temporário”. Porém, do ponto de vista legal, operar sem formalização é equivalente a omitir receitas, o que pode gerar:

  • multa de 75% a 225% sobre o valor não declarado;
  • autuações cumuladas de impostos federais, estaduais e municipais;
  • juros e correção;
  • inscrição em dívida ativa;
  • execução fiscal;
  • bloqueio de bens.

Além disso, dependendo do caso, pode haver enquadramento na Lei 8.137/90 (crimes tributários), especialmente quando há intenção de suprimir ou reduzir tributos devidos.

Mais grave ainda: quando a empresa finalmente decide se formalizar, não consegue aderir ao Simples Nacional se houver débitos, irregularidades ou omissões prévias.

4. Riscos Trabalhistas: passivos que destroem empresas

Empresas informais frequentemente possuem colaboradores “sem registro”. O problema é que:

  • o vínculo empregatício existe mesmo sem carteira assinada;
  • o funcionário pode recorrer ao Judiciário e ter tudo reconhecido retroativamente;
  • o empresário pode ser condenado a pagar:
    • férias,
    • 13º,
    • FGTS,
    • INSS,
    • multas,
    • horas extras,
    • adicional de periculosidade/insalubridade,
    • verbas rescisórias completas.

 

Muitos pequenos negócios quebram quando enfrentam seu primeiro processo trabalhista.

 

5. Riscos Operacionais: a empresa não evolui

A informalidade impede:

  • registro de marca e proteção de propriedade industrial;
  • expansão para outros estados ou países;
  • abertura de filiais;
  • contratação de representantes;
  • participação em franquias ou licenciamento;
  • captação de investimentos;
  • elaboração de contratos complexos com fornecedores e parceiros.

 

Sem CNPJ e governança mínima, a empresa fica restrita ao improviso — e nunca se torna escalável.

6. Análise Estratégica: a informalidade como inimiga da gestão de riscos

Na Fix Compliance, tratamos a gestão de riscos como uma atividade contínua e multidisciplinar. A informalidade, por sua vez, representa:

  • ausência de governança;
  • ausência de compliance;
  • ausência de controle;
  • ausência de previsibilidade.

 

Ou seja, a informalidade elimina qualquer possibilidade de gestão de riscos, impedindo o empresário de tomar decisões seguras, captar recursos, crescer, firmar contratos sérios e proteger seu patrimônio.

E o mais importante: o risco da informalidade é sempre maior do que o custo da formalização.

7. Como sair da informalidade com segurança

A regularização não deve ser feita de qualquer jeito. Existe uma lógica técnica que exige:

7.1 Diagnóstico do cenário atual

  • identificar operações informais realizadas;
  • mapear riscos tributários, cíveis e trabalhistas;
  • avaliar possibilidade de regularização retroativa;
  • analisar viabilidade de ingresso no Simples Nacional.

7.2 Estruturação jurídica adequada

  • definição do tipo societário;
  • elaboração de contrato social;
  • criação de acordo de sócios (quando aplicável);
  • registro de atos societários;
  • estruturação de regras internas.

7.3 Organização contábil e fiscal

  • emissão correta de notas fiscais;
  • apuração de tributos;
  • entrega de obrigações acessórias;
  • implantação de controles financeiros.

7.4 Implementação de governança e gestão de riscos

  • contratos personalizados;
  • revisão tributária;
  • política de compliance;
  • formalização de procedimentos internos.

 

A Fix Compliance atua exatamente nessas frentes, oferecendo ao empresário uma estrutura completa para formalizar, proteger e profissionalizar o negócio desde o início.

Conclusão: a informalidade é um risco que destrói, não que protege

A pergunta “vale a pena correr o risco?” tem uma resposta objetiva: não, nunca vale. A informalidade:

  • aumenta o risco jurídico;
  • expõe o patrimônio pessoal;
  • inviabiliza contratos;
  • gera passivos tributários e trabalhistas;
  • impede acesso a crédito e investidores;
  • limita o crescimento;
  • mina a credibilidade do negócio.

 

Empresas sólidas não nascem do improviso — nascem da estrutura, da prevenção e da segurança jurídica.

o.

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Se você deseja formalizar seu negócio com segurança, eliminar riscos ocultos e construir uma estrutura preparada para crescer de forma estratégica, fale com a equipe da Fix Compliance.

Somos especialistas em assessoria empresarial, planejamento tributário, contratos, estruturação societária e gestão de riscos. Nossa missão é garantir que sua empresa cresça com proteção, previsibilidade e segurança jurídica.

Sobre o autor

Gabriel Nono é advogado corporativo na Fix Compliance Assessoria Empresarial, professor e fundador da IUS Escola de Negócios. Atua com foco em gestão de riscos empresariais, direito societário, contratos e propriedade industrial. Seu principal diferencial como educador é traduzir o impacto jurídico para a realidade empresarial, conectando teoria e prática com base em sua vivência no mundo dos negócios.

Nos conteúdos que produz, Gabriel adota uma postura crítica e provocadora: desafia o ensino tradicional, instiga o pensamento estratégico e incentiva profissionais a saírem da zona de conforto. Acredita que não existem soluções prontas, e que a autonomia, a liberdade e a segurança empresarial são frutos da disciplina, do estudo profundo e do mérito.

Entre seus temas preferidos estão estruturação societária, contratos empresariais, proteção de marcas e patentes, e governança jurídica. Também compartilha bastidores e reflexões motivacionais com propósito, sempre com moderação e sem superficialidade. Seu objetivo é formar empresários com raciocínio jurídico apurado e capacidade de tomar decisões conscientes em ambientes complexos.

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