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Contabilidade · Planejamento contábil

Reestruturação do plano de contas: uma base organizada para a contabilidade representar a sua empresa

Contas genéricas, duplicadas ou desatualizadas escondem a realidade do negócio e travam o fechamento. Reorganizar a estrutura devolve clareza, rastreabilidade e relatórios úteis.

Plano de contas exemplo

1Ativo
1.1Circulante
1.1.01Bancos
1.1.02Clientes
4Receitas
4.1Receita de serviços
6Despesas
6.1Administrativas
6.1.03Sistemas
01

Um plano de contas mal estruturado dificulta a leitura da empresa

O plano de contas é a estrutura que organiza os registros contábeis. É nele que receitas, despesas, ativos, passivos e demais movimentações são classificados ao longo do exercício.

Quando essa estrutura é muito genérica, desatualizada ou incompatível com a realidade da empresa, aparecem problemas como:

  • Excesso de lançamentos em contas genéricas
  • Dificuldade para analisar despesas
  • Saldos pouco explicativos
  • Duplicidade de contas
  • Classificações inconsistentes
  • Dificuldade no fechamento
  • Relatórios pouco úteis
  • Retrabalho na preparação das demonstrações
  • Pouca integração entre contabilidade e gestão
Reestruturar é reorganizar a base

A Reestruturação do Plano de Contas busca reorganizar essa base para que a contabilidade represente melhor a realidade do negócio.

02

O que é o plano de contas, e todas as empresas usam o mesmo?

É uma estrutura organizada de contas contábeis usada para registrar as operações da empresa. Normalmente contempla estes grupos:

  • Ativo
  • Passivo
  • Patrimônio líquido
  • Receitas
  • Custos
  • Despesas
  • Outras contas da operação
Do grupo à conta: a árvore do plano de contasPLANODE CONTAS1 → 61Ativo2Passivo3Patrimônio líquido4Receitas5Custos6Despesas6.1Despesas administrativas6.2Despesas comerciais6.3Despesas pessoal6.4Despesas financeiras6.5Despesas tecnologia6.6Despesas marketingnível 2 do grupo Despesascada nível acrescenta detalhe útil à análise
Dentro de cada grupo existem níveis de detalhamento: o grupo Despesas, por exemplo, abre-se em administrativas, comerciais, pessoal, financeiras, tecnologia e marketing.

A forma como essa estrutura é organizada influencia diretamente a qualidade da informação contábil. Outras categorias, como serviços contratados, entram conforme a relevância para o negócio.

Não. Cada organização tem a sua realidade

Existem regras contábeis que precisam ser observadas, mas o plano também deve ser compatível com a empresa. Uma clínica tem necessidades diferentes de:

  • Uma indústria
  • Um comércio
  • Uma empresa de tecnologia
  • Um escritório profissional
  • Uma holding
  • Uma prestadora de serviços
Copiar o plano de outra empresa costuma não funcionar

Copiar integralmente a estrutura de outra organização pode resultar em contas pouco adequadas à sua operação.

03

Plano genérico perde informação; detalhe demais também atrapalha

Imagine que praticamente todas as despesas sejam registradas em Despesas Gerais. Contabilmente, pode até existir um registro, mas a administração terá dificuldade para responder:

  • Quanto foi gasto com marketing?
  • Quanto foi gasto com tecnologia?
  • Quanto foi gasto com consultoria?
  • Quanto foi gasto com manutenção?
  • Qual despesa mais cresceu?
Despesas Gerais × despesas por naturezaPLANO GENÉRICO6.9.99 Despesas Geraistudo cai aqui?quanto foi gasto com marketing??quanto foi gasto com tecnologia??quanto foi gasto com consultoria??qual despesa mais cresceu?PLANO POR NATUREZAMarketingTecnologiaConsultoriaManutençãoViagensTreinamento
Quanto mais genérica a classificação, menor a capacidade de análise.

O problema oposto: detalhamento excessivo

Criar contas demais também prejudica o processo. Um plano extremamente detalhado pode gerar:

  • Dificuldade de classificação
  • Dúvidas recorrentes
  • Duplicidade
  • Inconsistência entre lançamentos
  • Manutenção desnecessária
Quanto detalhar o plano de contasPOUCAS CONTASCONTAS DEMAISNÍVEL ÚTILGenérico demaissaldos pouco explicativosdespesa que ninguém analisarelatórios pouco úteisDetalhe na medidainformação útil à gestãoclassificação consistentemanutenção simplesDetalhe excessivodúvidas de classificaçãocontas duplicadasretrabalho constante
O ideal é um nível de detalhamento que produza informação útil sem tornar o processo excessivamente complexo.

Seu plano de contas responde às perguntas da gestão?

Fazemos um diagnóstico da estrutura atual e indicamos o nível de detalhe certo.

04

O plano precisa acompanhar a evolução da empresa, sem apagar o histórico

Uma estrutura criada quando a empresa era pequena pode deixar de atender depois do crescimento. Por isso o plano precisa ser revisto periodicamente, especialmente quando surgem:

  • Novas atividades
  • Novas unidades
  • Departamentos
  • Produtos
  • Linhas de serviço
  • Financiamentos
  • Investimentos
  • Novas operações societárias

Reestruturar não significa perder informações anteriores

A reestruturação deve considerar:

  • Saldos existentes
  • Histórico
  • Contas utilizadas
  • Necessidade de comparação
  • Migração dos saldos

O objetivo é melhorar a estrutura sem comprometer a rastreabilidade.

Antes de criar contas, é preciso entender o negócio

Uma boa reestruturação começa com diagnóstico. É importante compreender:

  • Como a empresa gera receita?
  • Quais são os principais custos?
  • Quais despesas são relevantes?
  • Quais ativos possui?
  • Como são usados os financiamentos?
  • Como os sócios movimentam recursos?
  • Quais relatórios a administração precisa?

O plano deve servir à realidade operacional.

05

Receitas, custos e despesas: classificar de forma útil

Escolha uma frente para ver como a classificação ajuda a análise:

Receitas separadas de forma útil

Empresas com diferentes fontes de receita podem precisar classificá-las separadamente:

  • Receita de serviços
  • Venda de produtos
  • Receita recorrente
  • Receita de projetos
  • Outras receitas operacionais

A separação ajuda a compreender quais atividades têm maior participação no resultado.

Custos e despesas não devem ser confundidos

Um plano bem estruturado diferencia custos, diretamente relacionados à produção ou à prestação do serviço, de despesas, necessárias à administração da empresa.

Custosligados à produção ou à prestação do serviço
Despesasnecessárias à administração
Melhoraa análise de margem
Melhoraresultado operacional e rentabilidade

Despesas administrativas podem pedir mais detalhe

Dependendo do negócio, pode ser útil separar:

  • Aluguel
  • Condomínio
  • Energia
  • Telefone
  • Internet
  • Sistemas
  • Serviços jurídicos
  • Serviços contábeis
  • Marketing
  • Viagens
  • Treinamento

A relevância de cada categoria depende do perfil da empresa.

Despesas financeiras têm classificação própria

Operações financeiras podem envolver:

  • Juros
  • Tarifas bancárias
  • Descontos
  • Encargos
  • Variação cambial
  • Custos de financiamento

Misturar essas despesas com custos operacionais prejudica a análise da atividade principal.

06

Ativo e passivo: posição patrimonial organizada

Uma estrutura inadequada dificulta a compreensão da posição patrimonial. Veja como organizar cada bloco:

Ativo

A empresa pode possuir:

  • Bancos
  • Clientes
  • Estoques
  • Adiantamentos
  • Tributos a recuperar
  • Investimentos
  • Imobilizado
  • Intangível

Cada grupo precisa estar corretamente organizado para a posição patrimonial ser compreendida.

Ativo imobilizado merece atenção específica

Conforme o volume de bens, pode ser necessário separar:

  • Máquinas
  • Veículos
  • Computadores
  • Móveis
  • Imóveis
  • Equipamentos
Facilitacontrole patrimonial e depreciação
Facilitabaixas, vendas e inventário

Passivo

As obrigações podem envolver:

  • Fornecedores
  • Salários
  • Tributos
  • Empréstimos
  • Parcelamentos
  • Obrigações com sócios
  • Provisões

Uma boa estrutura permite compreender melhor o endividamento, os vencimentos e a natureza das obrigações.

Circulante e não circulante

Ativos e passivos podem exigir classificação entre circulante e não circulante. Essa separação ajuda a compreender a estrutura financeira da empresa, e o plano deve permitir esse acompanhamento.

Fonte oficial · Planalto

Lei 6.404/1976: classificação das contas do ativo e do passivo no balanço (art. 178).

Abrir lei ↗

07

Contas de sócios, pró-labore e distribuição de lucros

É comum encontrar contas como sócios conta-corrente, adiantamentos, empréstimos, integralizações e lucros a pagar. Quando elas não têm definição clara, os saldos se acumulam sem explicação. A reestruturação ajuda a diferenciar corretamente cada natureza.

Pró-labore e distribuição de lucros não devem ser misturados

Valores pagos aos sócios podem representar naturezas distintas. Cada movimentação precisa de conta própria quando relevante:

Natureza Exemplo de tratamento
Remuneração conta própria de pró-labore
Lucro conta de lucros distribuídos ou a pagar
Empréstimo conta de empréstimos com sócios
Reembolso conta de adiantamentos ou reembolsos

Essa separação facilita:

  • Escrituração
  • Conciliação
  • Declaração
  • Análise tributária

Contas sem definição clara acumulam saldos sem explicação

Reorganizamos contas de sócios, tributos e despesas com um de-para documentado.

08

Tributos e créditos a recuperar com mais organização

Dependendo do regime, pode ser necessário separar contas relacionadas a:

  • IRPJ
  • CSLL
  • PIS
  • Cofins
  • ICMS
  • ISS
  • Simples Nacional
  • Contribuições previdenciárias
  • Retenções

Isso ajuda a conciliar: apuração → pagamento → saldo contábil.

Tributos a recuperar não devem ser agrupados indiscriminadamente

Créditos tributários precisam ser separados. Pode ser útil distinguir:

Tributo

Qual imposto originou o crédito.

Origem

De onde o crédito surgiu.

Período

Em qual competência foi gerado.

Natureza

Qual o tipo de crédito.

Isso facilita a análise posterior de compensação, restituição e recuperação.

09

Centros de custo não substituem o plano de contas

O plano de contas informa o que é a operação. O centro de custo indica onde aquela operação ocorreu. As duas estruturas trabalham juntas.

ContaDespesa com energia
Centro de custoUnidade São Paulo ou Unidade Campinas
Conta × centro de custoO QUE (conta)ONDE (centro de custo)Unidade São PauloUnidade CampinasComercialProjetosEnergiaaltomuito altobaixoMarketingbaixomuito altomédioPessoalmuito altoaltoaltomuito altoManutençãomédioaltobaixoexemplo ilustrativo: a célula em destaque cruza a conta Energia com a Unidade Campinas
Quando bem utilizados, plano de contas e centros de custo melhoram a análise gerencial.

Com eles é possível responder perguntas como:

  • Qual unidade tem maior despesa?
  • Qual departamento consome mais recursos?
  • Qual projeto gera determinado custo?
  • Qual atividade tem melhor margem?

Por isso a reestruturação pode envolver também a revisão dos centros de custo.

10

Sistemas, automação e fechamento contábil

O plano de contas precisa conversar com os sistemas utilizados: ERP, sistema financeiro, fiscal, folha e contábil. Se cada sistema usa estruturas muito diferentes, há dificuldade de integração. A reestruturação pode considerar códigos, parametrizações, integrações e importações automáticas.

Automatizar uma estrutura ruim apenas multiplica o problema

Se a classificação estiver errada, o sistema pode repetir o mesmo erro em centenas de lançamentos. Antes de automatizar, valide contas, regras de contabilização e parâmetros.

O plano influencia o fechamento

Uma estrutura organizada facilita:

  • Conciliações
  • Revisão de saldos
  • Identificação de erros
  • Emissão de balancetes

Quando as contas são mal definidas, o fechamento exige mais investigação. Veja também o serviço de Fechamento Contábil Mensal e Anual.

11

As demonstrações contábeis dependem dessa estrutura

O Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado são formados a partir das contas da empresa. Por isso, a qualidade do plano influencia diretamente a qualidade da apresentação das demonstrações.

Do plano de contas às demonstrações1Ativo2Passivo3Patrimônio líquido4Receitas5Custos6DespesasBALANÇO PATRIMONIALAtivoPassivoPatrimônio líquidoposição patrimonial em um instanteDEMONSTRAÇÃO DO RESULTADOReceitasCustosDespesasdesempenho em um período
Uma estrutura confusa pode produzir relatórios igualmente confusos.

Fonte oficial · CPC

CPC 26 (R1): apresentação das demonstrações contábeis, em que se baseia a classificação de contas.

Abrir pronunciamentos ↗

12

Normas contábeis, plano referencial, ECD e ECF

A organização não deve atender apenas à preferência gerencial. Ela precisa ser compatível com os critérios de reconhecimento, mensuração e apresentação aplicáveis à entidade, respeitando a natureza contábil das operações.

Plano contábil e plano referencial não são a mesma coisa

Em determinadas obrigações do SPED, as contas da empresa podem precisar ser relacionadas a contas referenciais definidas pela administração tributária. Isso não significa copiar o plano referencial: o plano contábil deve atender à realidade da entidade e, quando exigido, ser corretamente mapeado para as referências fiscais.

Tributos: apuração, pagamento e saldo; plano contábil e referencial1Apuraçãoimposto devido no período2Pagamentoguia paga ou compensada3Saldo contábilconta a pagar ou a recuperaros três precisam conversar: diferença sem explicação é sinal de investigaçãoPLANO CONTÁBILda empresafeito para a operação,o negócio e as normasPLANO REFERENCIALda administração tributáriausado em obrigaçõesdigitais, como ECD e ECFde-paramapeado
O plano contábil da empresa é mapeado ao plano referencial; apuração, pagamento e saldo contábil precisam fechar entre si.

ECD e ECF também podem ser impactadas

Para empresas sujeitas a essas obrigações, a organização das contas influencia:

  • Escrituração
  • Mapeamentos
  • Validações
  • Cruzamentos

Por isso, uma reestruturação precisa considerar os efeitos sobre os arquivos digitais e obrigações posteriores.

Fonte oficial · Receita Federal

ECF — Escrituração Contábil Fiscal: serviço oficial no gov.br.

Abrir serviço ↗

Fonte oficial · Receita Federal

Portal do SPED: ECD e demais escriturações digitais.

Abrir portal ↗

Sua estrutura conversa com ECD, ECF e os sistemas?

Revisamos o mapeamento e os reflexos nas obrigações antes de mudar a estrutura.

13

Migrar sem perder o histórico: planejamento, de-para e saldos

Não é recomendável alterar a estrutura no meio do processo sem planejamento. Mudanças improvisadas podem gerar:

  • Saldos duplicados
  • Perda de comparabilidade
  • Lançamentos em contas antigas e novas
  • Dificuldades no fechamento

Por isso é importante definir data de implantação, regras de migração, correspondência entre contas, responsáveis e testes.

A tabela de equivalência: o de-para

Durante a migração, uma ferramenta importante é o de-para: conta antiga → conta nova. Ele ajuda a migrar saldos, manter histórico, documentar mudanças e permitir comparação entre períodos.

De-para: conta antiga → conta novaESTRUTURA ANTIGAESTRUTURA NOVADE-PARA3.1.99Despesas gerais3.1.05Serviços de terceiros1.9.02Sócios c/c3.1.01Desp. administrativas1.1.08Impostos a recuperar6.1.03Sistemas6.5.01Marketing6.1.05Serviços contábeis2.3.01Adiant. a sócios2.3.04Lucros a pagar1.1.06ICMS a recuperar1.1.07PIS/Cofins a recuperar
Cada conta antiga tem destino documentado; relações de um para vários são comuns.

Revisar saldos antes de migrar

O processo pode revelar contas com:

  • Saldo antigo
  • Natureza invertida
  • Duplicidade
  • Ausência de movimentação
  • Classificação incorreta

Antes de transferir o saldo, pode ser necessário investigar sua origem.

Uma oportunidade para limpar inconsistências

Em vez de migrar todos os problemas, aproveite o projeto para revisar contas sem uso, duplicadas, saldos antigos, classificações incorretas e contas transitórias. A nova estrutura deve começar o mais organizada possível.

Comparabilidade entre períodos

A administração pode precisar comparar mês atual com anterior, exercício atual com anterior e orçamento com realizado. Mudanças no plano precisam considerar como manter a leitura histórica dos dados.

14

Um bom plano precisa ser compreensível

A nomenclatura das contas deve permitir que profissionais internos e externos entendam o conteúdo. Nomes excessivamente genéricos ou códigos sem descrição dificultam a interpretação. O objetivo é criar uma estrutura:

Clara

Nomes que dizem o que a conta guarda.

Lógica

Grupos e níveis que seguem a operação.

Consistente

Mesmo critério para mesmos fatos.

Utilizável

Simples de manter no dia a dia.

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Como funciona a reestruturação: dez etapas

O trabalho pode envolver as etapas abaixo:

Dez etapas da reestruturação01Diagnóstico02Operação03Necessidades04Revisão05Nova estrutura06Centros de custo07De-para08Saldos09Sistemas10Implantação
Do diagnóstico ao acompanhamento dos primeiros fechamentos.
  1. Diagnóstico da estrutura atualLevantamento das contas, saldos, movimentações e principais problemas
  2. Entendimento da operaçãoMapeamento de receitas, custos, despesas, ativos, passivos, departamentos e unidades
  3. Necessidades gerenciaisDefinição das informações que a empresa deseja acompanhar
  4. Revisão das contas existentesContas duplicadas, genéricas, sem uso e classificações inadequadas
  5. Desenho da nova estruturaCriação dos grupos, subgrupos e contas necessários
  6. Centros de custoQuando aplicável, organização das dimensões gerenciais
  7. Mapeamento das contas antigasCorrespondência entre estrutura antiga e nova
  8. Revisão dos saldosValidação antes da migração
  9. Parametrização dos sistemasIntegrações e regras automáticas, quando aplicável
  10. Implantação e acompanhamentoUso da nova estrutura e ajustes nos primeiros fechamentos
16

Como a FIX Compliance atua

A FIX pode auxiliar empresas na revisão e reestruturação de seus planos de contas. Conforme a necessidade, o trabalho envolve:

  • Diagnóstico do plano atual
  • Análise das necessidades da empresa
  • Revisão das contas existentes
  • Criação de nova estrutura contábil
  • Revisão dos grupos patrimoniais e de resultado
  • Definição de contas de receitas, custos e despesas
  • Organização de contas de sócios
  • Revisão de contas tributárias
  • Análise de centros de custo
  • Criação de tabela de equivalência
  • Revisão dos saldos antes da migração
  • Suporte na parametrização
  • Acompanhamento dos primeiros fechamentos
  • Revisão dos reflexos em demonstrações e obrigações acessórias

O escopo é adaptado à atividade, ao porte e à complexidade da empresa.

Para quem esse serviço é indicado

A reestruturação pode ser especialmente relevante para empresas que:

  • Cresceram sem atualizar a estrutura contábil
  • Usam muitas contas genéricas
  • Têm contas duplicadas
  • Têm dificuldade para analisar despesas
  • Não identificam custos por atividade
  • Têm vários departamentos ou unidades
  • Estão implantando novo ERP
  • Passaram por reorganização societária
  • Têm dificuldade no fechamento
  • Querem melhorar relatórios gerenciais
  • Têm saldos antigos de difícil compreensão
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Seu plano de contas representa sua empresa atual ou uma estrutura criada anos atrás?

Essa é uma pergunta importante: o plano precisa acompanhar a evolução do negócio. Uma estrutura adequada deve permitir compreender:

  • De onde vêm as receitas?
  • Quais são os principais custos?
  • Onde estão as despesas?
  • Quais ativos existem?
  • Quais obrigações precisam ser acompanhadas?
  • Como cada informação será apresentada nos relatórios?
Alinhado à operação, o plano torna a contabilidade mais útil

Quando o plano de contas está alinhado à operação, a contabilidade se torna mais organizada e mais útil para análise.

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Perguntas frequentes sobre o plano de contas

O que é a reestruturação do plano de contas?

É o trabalho de reorganizar a estrutura de contas contábeis para que ela represente melhor a realidade do negócio, reduzindo contas genéricas, duplicidades e classificações inconsistentes, sem comprometer a rastreabilidade do histórico.

O que é o plano de contas?

É uma estrutura organizada de contas contábeis usada para registrar as operações da empresa, normalmente com os grupos ativo, passivo, patrimônio líquido, receitas, custos e despesas, divididos em níveis de detalhamento.

Todas as empresas devem usar o mesmo plano de contas?

Não. Existem regras contábeis a observar, mas o plano também deve ser compatível com a realidade de cada organização. Copiar integralmente o plano de outra empresa pode resultar em uma estrutura pouco adequada.

Quais problemas um plano de contas genérico causa?

Excesso de lançamentos em contas como Despesas Gerais, dificuldade para analisar despesas, saldos pouco explicativos, relatórios pouco úteis e retrabalho no fechamento e nas demonstrações.

É possível ter contas demais?

Sim. O detalhamento excessivo gera dificuldade de classificação, dúvidas recorrentes, duplicidade, inconsistência entre lançamentos e manutenção desnecessária. O ideal é um nível de detalhe que produza informação útil sem complicar o processo.

Quando revisar o plano de contas?

Periodicamente, e sempre que surgirem novas atividades, unidades, departamentos, produtos, linhas de serviço, financiamentos, investimentos ou operações societárias, ou quando a estrutura deixar de refletir o negócio.

Mudar o plano de contas apaga o histórico?

Não deve apagar. A reestruturação considera saldos existentes, histórico, contas utilizadas, necessidade de comparação e migração de saldos, mantendo a rastreabilidade.

Qual a diferença entre plano de contas e centro de custo?

O plano de contas informa o que é a operação, como despesa com energia. O centro de custo indica onde ela ocorreu, como Unidade São Paulo ou Unidade Campinas. As duas estruturas trabalham juntas na análise gerencial.

Como separar pró-labore, lucros e empréstimos de sócios?

Cada natureza pode ter conta própria quando relevante: remuneração, lucro, empréstimo e reembolso. Isso facilita escrituração, conciliação, declaração e análise tributária.

O que é o de-para (tabela de equivalência)?

É a correspondência entre conta antiga e conta nova usada durante a migração. Ajuda a migrar saldos, manter histórico, documentar mudanças e permitir a comparação entre períodos.

O plano contábil é igual ao plano referencial?

Não. Em determinadas obrigações do SPED, as contas da empresa podem precisar ser relacionadas a contas referenciais da administração tributária. O plano contábil deve atender à realidade da entidade e, quando exigido, ser corretamente mapeado.

A reestruturação afeta ECD e ECF?

Pode afetar. Para empresas sujeitas a essas obrigações, a organização das contas influencia escrituração, mapeamentos, validações e cruzamentos, e esses reflexos precisam ser considerados no planejamento.

Automatizar lançamentos resolve um plano ruim?

Não. Se a classificação estiver errada, o sistema repete o erro em centenas de lançamentos. Antes de automatizar, é importante validar contas, regras de contabilização e parâmetros.

O que fazer com saldos antigos ou de natureza invertida?

Investigar a origem antes de transferi-los para a nova estrutura. A reestruturação é uma oportunidade de revisar contas sem uso, duplicadas, saldos antigos, classificações incorretas e contas transitórias.

Como a FIX Compliance atua na reestruturação?

Faz o diagnóstico do plano atual, revisa contas, cria a nova estrutura, organiza contas de sócios e tributos, analisa centros de custo, constrói a tabela de equivalência, revisa saldos, apoia a parametrização e acompanha os primeiros fechamentos, com escopo adaptado ao porte da empresa.

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Referências bibliográficas e fontes oficiais

As referências abaixo sustentam os conceitos e regras citados. Normas são atualizadas: confirme a versão vigente antes de aplicar.

  1. BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações (arts. 176 a 188: demonstrações financeiras e classificação das contas). Planalto ↗
  2. BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), arts. 1.179 a 1.195: escrituração e demonstrações contábeis do empresário e da sociedade empresária. Planalto ↗
  3. COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC). CPC 00 (R2) Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro; CPC 26 (R1) Apresentação das Demonstrações Contábeis; CPC 27 Ativo Imobilizado. CPC ↗
  4. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). NBC TG 1000 (R1) Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas; ITG 2000 (R1) Escrituração Contábil. CFC ↗
  5. RECEITA FEDERAL DO BRASIL. SPED: Escrituração Contábil Digital (ECD) e Escrituração Contábil Fiscal (ECF); plano de contas referencial. Portal do SPED ↗
  6. IUDÍCIBUS, Sérgio de et al. Manual de contabilidade societária. FIPECAFI. São Paulo: Atlas. (obra de referência; consulte a edição vigente)
  7. MARION, José Carlos. Contabilidade empresarial. São Paulo: Atlas. (obra de referência; consulte a edição vigente)

Lei 6.404/1976Classificação de contas e demonstrações · Planalto

Código Civil (Lei 10.406/2002)Escrituração contábil · Planalto

Pronunciamentos do CPCCPC 00, CPC 26 e CPC 27

Normas Brasileiras de ContabilidadeNBC TG 1000 e ITG 2000 · CFC

Portal do SPEDECD, ECF e plano referencial · Receita Federal

ECF — Escrituração Contábil FiscalServiço oficial · gov.br

Conteúdo informativo. Ilustrações e valores de exemplo são meramente ilustrativos. Cada plano de contas deve ser definido conforme a atividade, o porte e a complexidade da empresa.

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