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Tributário · Aduaneiro · Imposto de Importação

Antes de importar um equipamento de alto valor, veja se o Imposto de Importação pode ser reduzido

Empresas que investem em máquinas, equipamentos, bens de capital e determinados bens de informática e telecomunicações podem encontrar no Ex-tarifário uma possibilidade de reduzir temporariamente a alíquota do Imposto de Importação. A análise deve ocorrer preferencialmente antes da conclusão da importação e, idealmente, ainda na fase de planejamento do investimento.

Alíquota normal e alíquota com Ex-tarifárioALÍQUOTA NORMAL × COM EXRedução temporária do Imposto de ImportaçãoAlíquotanormalIICom ExII reduzidoreduçãotemporáriaNCM · BK ou BITconcessão discricionária · não é automática
BK · BITmarcações da NCM que podem acessar o regime
3resoluções Gecex na regulamentação atual
10etapas do apoio da FIX
15perguntas respondidas nesta página
Régua do Ex-tarifário

  1. 1ClassificarNCM correta
  2. 2BK ou BITmarcação na TEC
  3. 3Ex vigentebenefício existente
  4. 4Produção nacionalequivalência
  5. 5Pleito ou usoaplicação no despacho
O que é

O que é Ex-tarifário?

O Ex-tarifário é um regime que permite a redução temporária da alíquota do Imposto de Importação incidente sobre determinados bens de capital, bens de informática, bens de telecomunicações e partes, peças e componentes elegíveis.

O que é Ex-tarifárioO QUE ENTRA NO EX-TARIFÁRIOBens elegíveis, regime e resultadoBens de capitalBKInformática e telecomBITPartes, peças ecomponentes elegíveisEx-tarifárioregimeNCM com marcaBK ou BITAlíquotareduzidatemporáriado Imposto de Importaçãocondição central: sem capacidade de produção nacional equivalente
Bens elegíveis, regime e resultado: redução temporária do Imposto de Importação.

Para que serve

Hoje, o mecanismo está relacionado a NCMs grafadas como BK (Bens de Capital) ou BIT (Bens de Informática e Telecomunicações) na Tarifa Externa Comum e à inexistência de capacidade de produção nacional equivalente, observados os demais requisitos legais.

O objetivo é reduzir o custo de determinados investimentos produtivos.

Jornal financeiro com gráfico de ações sobre a mesa
O Imposto de Importação pode pesar no investimento.

Em que situações faz diferença

Ampliar capacidadeQuando a empresa precisa importar uma máquina de alto valor para ampliar a capacidade produtiva.
Automatizar e modernizarPara automatizar um processo ou modernizar uma linha de produção.
Introduzir tecnologiaQuando o projeto prevê nova tecnologia e o Imposto de Importação representa parcela relevante do investimento.
Atenção

O benefício não é automático

O MDIC qualifica a concessão do regime como discricionária, condicionada ao cumprimento dos requisitos da regulamentação. Protocolar um pleito não garante sua aprovação.

Pleito protocolado e decisão discricionáriaPROTOCOLAR NÃO É SER APROVADOPlaneje o investimento com e sem benefícioPleitoprotocoladoDecisãodiscricionáriarequisitos da normaCom benefícioalíquota reduzidaSem benefícioalíquota ordináriacalcule os dois cenários antes de fechar a compra
Planeje o investimento nos dois cenários: com benefício e sem benefício.

Fonte oficial · MDIC / CamexA Resolução Gecex nº 512/2023 prevê que a redução se aplica ao bem, e não a um requerente específico, e que o Comitê-Executivo de Gestão da Camex decide sobre os pleitos. Abrir ↗

Regulamentação

Qual é a regulamentação atual?

Em 2026, o principal ato que disciplina o mecanismo é a Resolução Gecex nº 512/2023, alterada pelas Resoluções Gecex nº 760/2025 e nº 853/2026. O regime também é complementado por atos da Secretaria de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços (SDIC).

Regulamentação do Ex-tarifárioREGULAMENTAÇÃO EM 2026Ato principal e alterações posteriores2023Res. Gecex nº 512ato principal2025Res. Gecex nº 760altera a 5122026Res. Gecex nº 853altera a 512atos da SDIC complementam o regimeaplica-se a regra vigente no momento do pleito
Como a regulamentação pode mudar, cada operação é analisada pelas regras vigentes no momento do pleito.
Ato principalA Resolução Gecex nº 512/2023 reúne os requisitos, os procedimentos e as vedações do mecanismo de BK e BIT.
Regras que mudamAlterações posteriores podem modificar prazos, etapas e critérios. Confirme sempre o texto vigente antes de planejar.
Consulta públicaSegundo a página oficial da Resolução 512, novos pleitos passam por consulta pública, na qual fabricantes nacionais podem contestar.

Acompanhe também a página do MDIC com as Resoluções Gecex sobre alterações tarifárias ↗.

Classificação fiscal

Ex-tarifário começa pela classificação fiscal

Antes de discutir o benefício, é necessário conhecer corretamente a NCM do equipamento. A classificação determina se o código é BK ou BIT, qual é a alíquota normal e se já existe Ex naquele código.

A classificação fiscal vem primeiroEX-TARIFÁRIO COMEÇA PELA CLASSIFICAÇÃOQuatro respostas que a NCM precisa dar1Classificara NCM correta2BK ou BIT?marcação na TEC3Alíquotanormal de importação4Ex vigentesexistentes no códigoSE A NCM ESTIVER ERRADA, O PLEITO PODE FALHAREx pedido no códigoerradoDescrição inadequadaProdução nacional malanalisadaProblemas nodesembaraçoantes de falar em Ex, confirme a NCM
A NCM responde a quatro perguntas antes de qualquer pleito.

Uma NCM incorreta pode comprometer todo o pleito

  • o Ex pode ser solicitado no código errado
  • a descrição pode ficar inadequada
  • a análise de produção nacional pode ser comprometida
  • podem surgir problemas no desembaraço

A Resolução Gecex nº 512/2023 prevê tratamento específico para os casos em que, durante o despacho, a Receita identifica erro de classificação de um Ex concedido, desde que a nova NCM também esteja assinalada como BK ou BIT.

Duas pessoas apertando as mãos sobre documentos financeiros
A classificação correta é o primeiro passo.

Conheça a página de Classificação Fiscal e NCM.

Ex existente e descrição

Antes de pedir um novo Ex, verifique se já existe um aplicável

Uma empresa pode descobrir que o equipamento já está abrangido por um Ex-tarifário vigente. Nesse caso, pode não ser necessário iniciar um novo pleito, mas é preciso comparar cuidadosamente o bem com o ato correspondente.

Descrição técnica do equipamentoA DESCRIÇÃO TÉCNICA É PARTE CENTRAL DO PLEITOO equipamento precisa ser identificávelFunçãoCapacidadePotênciaDimensõesProdutividadeTecnologiaComponentesPrincípio de funcionamentoDescrição técnicacatálogo · desenhos · fotografiasdocumentação que identifica o bemmarca, modelo e nome dado pelo fabricante não bastam: o enquadramento é técnico
A descrição técnica identifica o bem e sustenta o pleito.

Comparar antes de aplicar

É necessário confrontar NCM, descrição, características técnicas, capacidade, tecnologia e componentes. Encontrar uma descrição parecida não significa que o benefício possa ser aplicado automaticamente.

A redução é vinculada ao bem descrito no ato

Duas mercadorias classificadas na mesma NCM podem ter tratamentos diferentes: uma pode estar abrangida pelo Ex e a outra permanecer sujeita à tarifa normal.

Uma das partes mais importantes do pleito

O equipamento precisa ser descrito com precisão suficiente para ser identificado: função, capacidade, potência, dimensões, produtividade, tecnologia, componentes específicos e princípio de funcionamento. A regulamentação exige documentação técnica detalhada, que pode incluir catálogo, desenhos e fotografias.

Nome comercial e modelo não são suficientes

O enquadramento precisa ser técnico. Por isso, pode ser necessário transformar a descrição comercial do fornecedor em uma descrição adequada à nomenclatura e ao procedimento administrativo.

Produção nacional

A inexistência de produção nacional equivalente é um elemento central

O mecanismo é destinado a bens sem capacidade de produção nacional equivalente. Uma das principais questões do processo é: existe no Brasil bem tecnicamente equivalente ao equipamento que se pretende importar?

Equivalência com produção nacionalEXISTE BEM EQUIVALENTE NO BRASIL?Equivalente não significa idênticoEquipamentoa importaro que o projeto exigeProdutonacionalo que o fabricante ofereceFunçãoDesempenhoCapacidadeTecnologiaAplicação industriala mesma marca ou o mesmo desenho não são exigência
Equivalente não significa necessariamente idêntico.
Equivalente não é idênticoUma máquina brasileira não precisa ter a mesma marca, o mesmo desenho ou exatamente os mesmos componentes para que exista discussão sobre equivalência.
Fabricantes podem contestarEmpresas brasileiras podem apresentar elementos indicando capacidade de fornecer bem equivalente. A resposta precisa ser objetiva e documentada.
Análise técnicaA comparação envolve função, desempenho, capacidade, tecnologia e aplicação industrial, e pode exigir conhecimento técnico específico.

Como demonstrar a diferença

Ao contestar, pode ser necessário mostrar por que o produto nacional não atende à mesma finalidade, possui capacidade diferente, apresenta tecnologia diferente ou não atende às necessidades específicas do projeto.

Vedações

Existem bens que não podem utilizar o mecanismo

A regulamentação atual veda a concessão, no regime de BK e BIT, para cinco grupos. Por isso, a elegibilidade deve ser verificada antes da preparação do pedido.

Vedações do mecanismo de BK e BITO QUE NÃO ACESSA O MECANISMOVerifique antes de preparar o pedidoBens comproduçãonacionalequivalenteSistemasintegradosBens usadosBens de consumoAutopeças semproduçãonacionalelegibilidade primeiro, pedido depoissistemas integrados exigem análise individual dos bens do projeto
Cinco hipóteses de vedação no mecanismo de BK e BIT.

Bens usados

Se a empresa pretende adquirir equipamento usado, o Ex-tarifário desse mecanismo não é aplicável. A informação deve ser identificada logo no início da análise.

Sistemas integrados

Projetos industriais frequentemente envolvem várias máquinas, módulos, equipamentos interligados e componentes. Como a concessão é vedada para sistemas integrados, pode ser necessária a análise individual dos bens que compõem o projeto.

Tela de computador com painel de dados e indicadores financeiros
A elegibilidade vem antes do pedido.

Fonte oficial · MDIC / CamexA vedação para sistemas integrados, bens usados, bens de consumo e autopeças sem produção nacional consta do art. 2º da Resolução Gecex nº 512/2023. Abrir ↗

Custo total

O Ex reduz o Imposto de Importação, e não todos os tributos da operação

O mecanismo atua sobre a alíquota do Imposto de Importação. Podem continuar existindo, conforme o caso, IPI, PIS-Importação, Cofins-Importação, ICMS e demais custos aduaneiros e logísticos. Por isso, é importante calcular o custo total da importação.

Cenário sem Ex e cenário com ExCUSTO TOTAL, COM E SEM EXIlustração sem valores · só o II é reduzidoSem ExEquipamentoImp. de ImportaçãoIPI · PISCofins · ICMSOutroscustosCom ExEquipamentoIIIPI · PISCofins · ICMSOutroscustosreduçãodo IIo Ex não elimina IPI, PIS-Importação, Cofins-Importação, ICMS e custos logísticos
Só o Imposto de Importação é reduzido; os demais componentes permanecem.

Compare o investimento com e sem Ex

Componente Cenário sem Ex Cenário com Ex
Valor do equipamento Valor da operação Mesmo valor
Imposto de Importação Alíquota normal Alíquota reduzida
Demais tributos IPI, PIS, Cofins e ICMS Continuam, conforme o caso
Custo estimado Custo total sem benefício Custo total com benefício

Essa comparação ajuda a medir a relevância econômica do pleito. Quanto maior o valor aduaneiro da máquina, maior pode ser o impacto de uma diferença na alíquota, e em projetos de grande porte vale analisar o regime ainda na fase de orçamento.

Não contrate o investimento contando com um benefício ainda não concedido. O pedido pode ser contestado, não atender aos requisitos, não ser aprovado no prazo esperado ou ser indeferido. O cenário financeiro deve considerar também a importação pela alíquota ordinária.

Pessoa sentada à mesa com calculadora e caderno
Compare o investimento com e sem Ex.
Prazos e vigência

O cronograma precisa considerar o processo e a vigência do Ex

Entre a decisão de compra e a entrada da mercadoria no País podem existir etapas como elaboração do pleito, análise administrativa, consulta pública, contestação, decisão e publicação.

Cronograma do pleito e vigênciaDA DECISÃO DE COMPRA À ENTRADA DA MERCADORIAO processo administrativo entra no cronogramaElaboração dopleitoAnáliseadministrativaConsultapúblicaContestaçãoDecisãoPublicaçãoPRAZO DO PROCESSOconsiderar no cronograma da compraEx em vigor · prazo definido no atorenovar a tempoa vigência é temporária: confira prazo, alteração e revogação
O processo administrativo entra no cronograma; o benefício é temporário.

Ex-tarifário é temporário

Mesmo depois de concedido, o benefício possui período de vigência. Antes de importar, é necessário conferir prazo, eventual alteração, revogação e renovação. Um Ex utilizado em uma operação anterior pode não estar mais vigente em uma nova importação.

Projetos de longo prazo

Empresas que precisam importar o mesmo equipamento mais de uma vez podem precisar avaliar a renovação do Ex antes do término da vigência.

Mudanças no equipamento

O fabricante pode aumentar a capacidade, modificar componentes, alterar dimensões ou substituir tecnologia. Se essas mudanças afetarem a descrição do Ex, é necessário verificar se o equipamento continua abrangido.

Desembaraço

A utilização do Ex também precisa ser validada no desembaraço

A concessão administrativa não elimina a necessidade de correto enquadramento da mercadoria importada. No despacho, a autoridade pode verificar NCM, descrição, características e correspondência com o Ex.

Validação do Ex no desembaraçoA CONCESSÃO NÃO DISPENSA O ENQUADRAMENTOO despacho verifica se o bem corresponde ao ExMercadoriaimportadaNCMDescriçãoCaracterísticasCorrespondência com o ExEnquadramentocomprovadoSem correspondênciadiferença de II · jurospenalidades · contenciosomantenha a documentação técnica sempre disponível
Se a mercadoria não corresponde ao Ex, podem surgir diferença de tributo, juros, penalidades e contencioso.

Utilizar Ex inadequado pode gerar autuação

Se a fiscalização concluir que a mercadoria não corresponde ao benefício utilizado, podem surgir cobrança da diferença do Imposto de Importação, juros, penalidades e contencioso administrativo. Por isso, não é recomendável utilizar um Ex apenas porque a descrição é semelhante.

Parecer técnico

Em operações relevantes, pode ser útil documentar classificação fiscal, Ex utilizado, especificações do equipamento, comparação com a descrição legal e vigência, melhorando a rastreabilidade da decisão.

Duas pessoas apertando as mãos após reunião de negociação
Documente a decisão empresarial.

Veja também Desembaraço e Liberação de Cargas e Contencioso Administrativo Aduaneiro.

Fabricante nacional

O fabricante nacional também pode precisar de assessoria

A atuação relacionada ao Ex-tarifário não interessa apenas ao importador. Empresas brasileiras podem descobrir que uma proposta de redução tarifária atinge produto que elas fabricam no País.

Avaliar a contestaçãoNesse caso, pode ser necessário avaliar a apresentação de contestação ao pleito.
Demonstrar capacidadeNão basta afirmar que a empresa fabrica algo parecido: é preciso apresentar produto, especificações, capacidade de produção, características técnicas e equivalência.
Jurídico e técnico juntosO trabalho exige que a equipe jurídica e a equipe técnica atuem em conjunto.

Faz parte de um planejamento aduaneiro mais amplo

Antes de importar um equipamento, a empresa também pode precisar analisar NCM, valor aduaneiro, origem, tratamento administrativo, financiamento, contabilização do ativo e demais tributos. A redução de alíquota deve ser inserida dentro da operação completa.

Como funciona

Como funciona uma análise de Ex-tarifário

O trabalho pode envolver dez etapas, conforme o caso.

Etapas da análise de Ex-tarifárioCOMO FUNCIONA A ANÁLISEDo equipamento à aplicação no desembaraço1Análise doequipamento2Classificaçãofiscal3Verificação daTEC4Pesquisa de Exexistente5Análise deelegibilidade6Produçãonacional7Descriçãotécnica8Organizaçãodocumental9Acompanhamentodo pleito10Aplicação nodesembaraçocada etapa reduz o risco de um pleito mal fundamentado
Do equipamento à aplicação no desembaraço.
  1. Análise do equipamentoFunção, características, aplicação e documentação técnica.
  2. Classificação fiscalDefinição ou validação da NCM.
  3. Verificação da TECAlíquota e marcação BK ou BIT.
  4. Pesquisa de Ex existenteBenefícios vigentes potencialmente aplicáveis.
  5. ElegibilidadeCondições e vedações da regulamentação.
  6. Produção nacionalPesquisa e avaliação de produto equivalente.
  7. Descrição técnicaPreparação da descrição adequada.
  8. Organização documentalCatálogos, desenhos, especificações e demais documentos.
  9. Acompanhamento do pleitoPublicações, contestações, exigências e decisão.
  10. Aplicação no desembaraçoEnquadramento do equipamento no benefício concedido.
Como a FIX atua

Como a FIX Compliance atua em Ex-tarifário e redução de alíquotas

A FIX pode auxiliar empresas na análise de Ex-tarifários e outras reduções tarifárias relacionadas a investimentos em importação.

  • análise inicial de elegibilidade
  • revisão de NCM
  • verificação de enquadramento BK ou BIT
  • pesquisa de Ex vigente
  • análise de aplicabilidade de benefício existente
  • análise preliminar de produção nacional equivalente
  • preparação da descrição técnica
  • organização da documentação
  • estruturação e acompanhamento do pleito
  • apoio em contestações
  • pedidos de alteração ou renovação
  • projeção do impacto tributário
  • análise de enquadramento no desembaraço
  • atuação em eventual controvérsia administrativa

Quando a análise exigir conhecimentos técnicos específicos da máquina ou do processo produtivo, a atuação pode ser integrada a profissionais especializados na área correspondente. Não há promessa de resultado: a concessão depende do órgão competente e dos requisitos da regulamentação.

Perfil

Para quem este serviço é indicado?

O serviço pode ser especialmente relevante para empresas nas situações abaixo.

Marque o que acontece na sua empresa:

Vale uma conversa com a FIX.Reúna o catálogo do equipamento, a NCM utilizada pelo fornecedor e o cronograma do investimento.

Antes de aprovar o investimento, sua empresa sabe qual será o custo tributário real da importação?

A análise precisa responder qual é a NCM do equipamento, qual é a alíquota normal de importação, se a NCM é BK ou BIT, se existe Ex aplicável, se existe produto nacional equivalente, se é possível apresentar novo pleito, qual é o prazo do benefício e qual será o custo da operação com e sem redução. O Ex-tarifário pode representar uma redução importante no custo de determinados investimentos, mas precisa ser analisado antes da importação e utilizado com fundamento técnico.

Dúvidas

Perguntas frequentes sobre Ex-tarifário e Redução de Alíquotas

O que é Ex-tarifário?

É um regime que permite a redução temporária da alíquota do Imposto de Importação incidente sobre determinados bens de capital, bens de informática, bens de telecomunicações e partes, peças e componentes elegíveis, sem capacidade de produção nacional equivalente.

Quais bens podem acessar o mecanismo?

Em linhas gerais, bens, partes, peças e componentes classificados em NCMs grafadas como BK (Bens de Capital) ou BIT (Bens de Informática e Telecomunicações), desde que atendidos os demais requisitos da Resolução Gecex nº 512/2023.

O benefício é automático?

Não. O MDIC qualifica a concessão como discricionária, condicionada ao cumprimento dos requisitos da regulamentação. Protocolar um pleito não garante sua aprovação, e o planejamento deve considerar os cenários com e sem benefício.

Qual é a regulamentação atual?

Em 2026, o principal ato é a Resolução Gecex nº 512/2023, alterada pelas Resoluções Gecex nº 760/2025 e nº 853/2026, com atos complementares da SDIC. Como as regras podem mudar, cada operação deve ser analisada pela regulamentação vigente no momento do pleito.

Por que a classificação fiscal é o primeiro passo?

Porque a NCM determina se o código é BK ou BIT, qual é a alíquota normal de importação, se há possibilidade de enquadramento e quais Ex já existem naquele código. Uma NCM incorreta pode comprometer todo o pleito.

Já existe Ex para o meu equipamento? Posso usá-lo direto?

Pode existir. Nesse caso, talvez não seja necessário novo pleito, mas é preciso comparar NCM, descrição, características técnicas, capacidade, tecnologia e componentes. Uma descrição parecida não significa que o benefício possa ser aplicado automaticamente.

Marca e modelo bastam para descrever o equipamento?

Não. O enquadramento é técnico. A descrição deve indicar características como função, capacidade, potência, dimensões, produtividade, tecnologia, componentes e princípio de funcionamento, com documentação como catálogo, desenhos e fotografias.

O que significa inexistência de produção nacional equivalente?

Significa que não há, no Brasil, bem tecnicamente equivalente ao que se pretende importar. Equivalente não é necessariamente idêntico: a comparação envolve função, desempenho, capacidade, tecnologia e aplicação industrial.

Fabricantes nacionais podem contestar o pleito?

Sim. Durante o procedimento, empresas brasileiras podem apresentar elementos indicando capacidade de fornecer bem equivalente, e o importador pode precisar demonstrar tecnicamente por que o produto nacional não atende ao projeto.

Que bens não podem usar o mecanismo de BK e BIT?

A regulamentação atual veda bens com produção nacional equivalente, sistemas integrados, bens usados, bens de consumo e autopeças sem produção nacional submetidas ao regime específico.

O Ex-tarifário elimina todos os tributos da importação?

Não. O mecanismo atua sobre a alíquota do Imposto de Importação. Conforme o caso, continuam existindo IPI, PIS-Importação, Cofins-Importação, ICMS e demais custos aduaneiros e logísticos.

O Ex-tarifário é permanente?

Não. Mesmo depois de concedido, o benefício tem período de vigência. É preciso conferir prazo, alteração, revogação e renovação antes de cada importação, e projetos de longo prazo podem exigir renovação.

O que acontece se eu usar um Ex que não corresponde à mercadoria?

A fiscalização pode cobrar a diferença do Imposto de Importação, com juros e penalidades, e a controvérsia pode virar contencioso administrativo. Por isso, a documentação técnica deve permanecer disponível para o desembaraço.

Posso fechar a compra contando com o benefício?

Não é recomendável. O pedido pode ser contestado, não atender aos requisitos, demorar mais que o previsto ou ser indeferido. O cenário financeiro deve considerar também a importação pela alíquota ordinária.

Como a FIX pode ajudar com Ex-tarifário?

Analisando a elegibilidade, revisando a NCM, pesquisando Ex vigentes, avaliando produção nacional equivalente, preparando a descrição técnica, acompanhando o pleito e verificando o enquadramento no desembaraço. Não há promessa de resultado.

Fontes

Referências bibliográficas e fontes oficiais

As referências abaixo sustentam os conceitos citados. Normas e regras são atualizadas: confirme a versão vigente nos canais oficiais antes de aplicar.

  1. MDIC. Resolução Gecex nº 512, de 16 de agosto de 2023 (compilada): Ex-tarifários de BK e BIT. MDIC / Camex ↗
  2. MDIC. Resoluções Gecex sobre alterações tarifárias. MDIC / Camex ↗
  3. RECEITA FEDERAL DO BRASIL. Classificação fiscal de mercadorias: Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Receita Federal ↗
  4. RECEITA FEDERAL DO BRASIL. Aduana e comércio exterior. Receita Federal ↗
  5. BRASIL. Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 (Regulamento Aduaneiro). Planalto ↗
  6. SISCOMEX. Portal Único de Comércio Exterior. Siscomex ↗
  7. UNSPLASH. Licença Unsplash: fotografias de uso livre utilizadas nesta página. Unsplash ↗

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