Dissolução de Sociedade
A relação entre os sócios chegou ao fim. Mas isso significa encerrar a empresa ou apenas reorganizar quem continuará fazendo parte dela?
Conflitos, mudanças pessoais, divergências estratégicas e acontecimentos inesperados podem tornar impossível ou indesejada a continuidade de determinada relação societária.
Nessas situações, pode ser necessário discutir a dissolução da sociedade.
Mas dissolver uma relação societária não significa necessariamente fechar a empresa.
Dependendo do caso, pode ocorrer:
Por isso, antes de preparar qualquer documento, é necessário identificar exatamente o que precisa terminar:
A sociedade inteira ou apenas o vínculo de determinado sócio com ela.
Bússola da saída
3 perguntas
O que precisa terminar?
Comece pelo objetivo: isso define o caminho jurídico.
Como será a saída?
Escolha a situação mais próxima.
Há acordo sobre valor e pagamento?
Divergência sobre valor costuma transformar a saída em litígio.
O que é Dissolução de Sociedade?
A dissolução pode extinguir a sociedade ou apenas encerrar o vínculo de um sócio, com a empresa seguindo em operação.
Nesse caso, extinguir toda a empresa pode ser desnecessário

Total ou parcial?
ferramenta
| A sociedade continua? | |
|---|---|
| Liquidação | |
| Apuração de haveres | |
| Ato societário | |
| Destino da operação |
Objetivo das partes
Ler o capítulo completo18 trechos
É o processo jurídico por meio do qual se encerra total ou parcialmente uma relação societária.
A dissolução pode resultar na extinção da própria sociedade.
Mas também pode permitir que a empresa continue operando com os sócios remanescentes.
Dissolução total e dissolução parcial são situações diferentes
Dissolução Total
A sociedade caminha para o encerramento de suas atividades, liquidação das relações pendentes e posterior extinção.
Dissolução Parcial
O vínculo de um ou mais sócios é encerrado, mas a sociedade continua existindo.
Essa distinção é fundamental
Muitas situações apresentadas como “fechamento da sociedade” são, na realidade, conflitos relacionados à saída de apenas um dos sócios.
O primeiro passo é compreender o objetivo das partes
É necessário saber:
- alguém deseja sair;
- alguém pretende excluir outro sócio;
- todos querem encerrar;
- ocorreu falecimento;
- existe conflito irreconciliável.
A resposta define o caminho jurídico
Nem todo conflito societário exige dissolução
Cessão de quotas, retirada e dissolução total não são a mesma coisa: cada uma tem lógica, documento e efeito próprios.
A escolha do instrumento importa
Qual instrumento resolve?
ferramenta
| Sociedade | |
|---|---|
| Quem paga o sócio | |
| Documento | |
| Registro |
Alternativas já avaliadas
Ler o capítulo completo29 trechos
Às vezes, o problema pode ser solucionado por:
- compra de participação;
- cessão de quotas;
- reorganização da administração;
- acordo entre os sócios.
Dissolução deve ser analisada dentro do contexto
Cessão de quotas pode ser alternativa
Um sócio pode vender sua participação para:
- outro sócio;
- terceiro.
Nesse cenário, a sociedade continua normalmente
O vínculo societário é encerrado por transferência da participação
Isso é diferente de retirada
E também diferente de dissolução total
Retirada de sócio também pode gerar dissolução parcial
Quando juridicamente cabível, um sócio pode manifestar sua intenção de deixar a sociedade.
Isso pode gerar necessidade de:
- formalização;
- apuração de haveres;
- alteração contratual.
Não basta simplesmente deixar de participar da empresa
Enquanto a situação societária não é regularizada, podem continuar existindo consequências jurídicas e cadastrais
A saída precisa ser documentada
A data de resolução da sociedade em relação ao sócio pode ser relevante
Ela pode impactar:
- haveres;
- responsabilidade;
- cálculo patrimonial.
Por isso, cronologia precisa ser documentada
Exclusão de sócio exige atenção ainda maior
Exclusão exige fundamento, procedimento adequado e documentação; não serve para resolver mera falta de convivência.
A exclusão não deve ser utilizada simplesmente porque a maioria não deseja mais conviver com determinado sócio
A exclusão se sustenta?
ferramenta
Requisitos verificados
Ler o capítulo completo13 trechos
Nem toda divergência autoriza exclusão.
É necessário analisar:
- contrato social;
- conduta;
- circunstâncias.
Fundamentos e procedimento precisam ser juridicamente adequados
Direito de defesa e formalização podem ser relevantes conforme a hipótese
A decisão precisa ser corretamente documentada
Atas e alterações societárias podem ser necessárias
Em determinadas situações, a solução pode exigir atuação judicial
Exclusão e retirada produzem consequências econômicas
O sócio que deixa a sociedade pode possuir direito à apuração de haveres.
Essa é frequentemente uma das partes mais sensíveis da dissolução parcial
O que é Apuração de Haveres?
Haveres não são capital social nem faturamento: dependem de critério, contabilidade e data-base.
“Eu acho que a empresa vale” não é critério suficiente

Calculadora de haveres (ilustrativa)
ferramenta
Data-base
Ler o capítulo completo37 trechos
É o procedimento utilizado para determinar o valor econômico ou patrimonial devido ao sócio em razão do encerramento de sua participação na sociedade, conforme os critérios juridicamente aplicáveis ao caso.
Não se deve confundir haveres com capital social
Esse é um erro comum.
Um sócio pode possuir 30% das quotas
Mas isso não significa automaticamente receber 30% do valor nominal do capital social.
Também não significa automaticamente receber 30% do faturamento da empresa
O critério precisa ser juridicamente e economicamente adequado
O contrato social precisa ser analisado
O acordo de sócios também
Eles podem conter regras sobre:
- saída;
- valuation;
- pagamento;
- apuração de haveres.
Mas essas regras precisam ser verificadas quanto à sua aplicabilidade
O valor da empresa precisa ser tratado com cuidado
Pode existir discussão sobre:
- patrimônio;
- ativos;
- passivos;
- resultados;
- contingências.
Contabilidade possui papel importante
Avaliação societária não deve partir apenas de percepção subjetiva
Documentação contábil ajuda a reconstruir a posição patrimonial
Em determinados casos, perícia pode ser necessária
Divergências sobre valuation podem transformar dissolução amigável em litígio
Por isso, critério deve ser definido o mais cedo possível
Data-base também importa
Qual momento será utilizado para determinar a situação patrimonial da empresa?
A data pode alterar significativamente o resultado
Especialmente quando há:
- crescimento;
- queda;
- contratação de dívida;
- distribuição de resultados.
Isso precisa ser analisado
Forma de pagamento também precisa ser definida
À vista ou parcelado, com garantias e atualização; mútuos, adiantamentos, lucros e pró-labore precisam ser separados.
Não é adequado misturar todas as relações em um único número sem memória de cálculo
Pagamento e conciliação
ferramenta
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Mesmo quando o valor é conhecido, surge outra pergunta:
como os haveres serão pagos?
Pode existir:
- pagamento à vista;
- parcelamento.
Prazo precisa considerar o equilíbrio entre:
- direito do sócio que sai;
- continuidade financeira da empresa.
Exigir pagamento imediato de valor elevado pode comprometer a operação
Parcelamento excessivamente longo pode prejudicar quem saiu
O equilíbrio precisa ser negociado ou definido conforme a estrutura aplicável
Garantias também podem ser discutidas
Atualização do saldo também
Tudo precisa ser documentado
A saída também pode envolver dívidas entre sócio e sociedade
Pode existir:
- mútuo;
- adiantamento;
- conta corrente.
Esses valores precisam ser separados dos haveres
Sócio pode ser credor da sociedade
Ou devedor
A conciliação precisa ser feita
Distribuição de lucros pendentes também pode ser relevante
Resultados já apurados precisam ser analisados
Mas lucro não deve ser presumido apenas pela existência de caixa
A contabilidade precisa sustentar a distribuição
Pró-labore também é relação distinta
Remuneração por trabalho não é igual a retorno da participação societária
Esses valores precisam ser separados
Ativos pessoais e empresariais também precisam ser separados
Bens pertencem à sociedade. Imóveis, veículos, estoques, créditos, dívidas e contingências entram na conta.
A participação societária não transforma cada sócio em proprietário direto de cada ativo empresarial
Mapa patrimonial
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Ativos levantados
Passivos e contingências levantados
Ler o capítulo completo26 trechos
Conflitos societários frequentemente revelam confusão patrimonial.
Pode haver:
- veículo em nome da empresa utilizado por sócio;
- equipamento levado para residência;
- despesas pessoais pagas pela sociedade.
Essas situações precisam ser levantadas
Não é adequado simplesmente dividir fisicamente os bens
O patrimônio pertence à sociedade
Essa distinção é essencial
Imóveis exigem cuidado especial
Se a sociedade possui imóvel, a saída de um sócio não significa que ele possa simplesmente receber percentual físico do bem.
É necessário analisar a forma adequada de satisfação dos haveres
Transferência de imóvel exige formalidades próprias
Impactos tributários também precisam ser avaliados
Veículos e máquinas também precisam ser tratados corretamente
Estoques também
Créditos a receber fazem parte da realidade patrimonial
Assim como dívidas
Avaliação não pode considerar apenas ativos
Passivos precisam entrar na análise
Processos judiciais também podem representar contingências
Débitos tributários também
Reclamações trabalhistas também
Garantias prestadas também podem ser relevantes
Por isso, Due Diligence interna pode ajudar
A sociedade precisa saber sua verdadeira posição
Garantias pessoais dos sócios são outro problema frequente
Garantias pessoais, bancos, procurações, administração e contratos: a saída precisa ser executada, não só assinada.
O acordo apenas entre os sócios pode não liberar o garantidor perante terceiro
Implementação da saída
ferramenta
Ler o capítulo completo31 trechos
Um sócio pode ter dado:
- aval;
- fiança;
- garantia pessoal.
A saída da sociedade não necessariamente elimina essas garantias automaticamente
Isso precisa ser negociado com o credor quando necessário
Esse ponto não deve ser ignorado
Contas bancárias também precisam ser atualizadas
O sócio que saiu pode continuar com acesso?
Procurações precisam ser revogadas?
Certificados precisam ser alterados?
Essas providências fazem parte da implementação da saída
Administração da sociedade também pode mudar
Um sócio pode ser administrador
Sua saída pode exigir nova nomeação
O contrato social precisa ser alterado
Poderes de representação precisam ser atualizados
Bancos e terceiros precisam receber documentação correta
O conflito societário não deve deixar a empresa sem administração
Continuidade operacional precisa ser planejada
Clientes não podem ficar sem atendimento
Fornecedores precisam saber quem representa a empresa
Funcionários também
Dissolução parcial precisa ser organizada sem necessariamente paralisar o negócio
Contratos com terceiros podem possuir cláusulas relacionadas à alteração societária
Change of Control pode existir
Embora a saída de um sócio nem sempre represente mudança de controle, isso precisa ser analisado
Financiamentos também podem conter covenants
Contratos estratégicos podem exigir comunicação
Licenças regulatórias podem precisar de atualização
O efeito da dissolução vai além do contrato social
Propriedade intelectual também precisa ser considerada
Marca, software, domínios, confidencialidade, não concorrência e mecanismos de saída do acordo de sócios.
Mas a titularidade jurídica precisa ser verificada
Quem fica com o quê?
ferramenta
Não concorrência
Mecanismos do acordo de sócios revisados
Ler o capítulo completo43 trechos
Marca, software ou tecnologia podem estar:
- em nome da sociedade;
- em nome de sócio.
Esse ponto frequentemente gera conflito
Um fundador pode acreditar que determinada marca “é dele”
O mesmo vale para software desenvolvido durante a sociedade
Contratos e registros precisam ser analisados
A saída de sócio não deve deixar a empresa sem direitos essenciais à operação
Tampouco deve permitir apropriação indevida de ativo do sócio
Due Diligence de propriedade intelectual pode ser necessária
Domínios e redes sociais também precisam ser tratados
Quem possui as credenciais?
Quem é o titular?
A dissolução precisa resolver esses pontos operacionais
Confidencialidade pode sobreviver à saída
Um ex-sócio pode continuar conhecendo:
- preços;
- clientes;
- estratégias;
- tecnologia.
O dever de confidencialidade pode continuar quando aplicável
Isso precisa ser analisado nos contratos existentes
Não concorrência também pode existir
Mas precisa ser juridicamente adequada e proporcional
A saída de sócio não significa automaticamente proibição de trabalhar no mesmo mercado
Se existe restrição, ela precisa possuir fundamento e limites claros
Não aliciamento também pode ser relevante
Especialmente sobre:
- clientes;
- funcionários.
Novamente, proporcionalidade importa
Acordo de Sócios pode prever mecanismos de saída
Por exemplo:
- Put Option;
- Call Option;
- Buy-Sell.
Deadlock também pode ter mecanismo próprio
Antes de iniciar dissolução litigiosa, esses instrumentos precisam ser revisados
Pode já existir solução contratualmente estabelecida
Tag Along e Drag Along podem ser relevantes em venda de participação
Direito de preferência também
Nem toda saída precisa ser estruturada como dissolução
Às vezes, venda da participação é solução mais eficiente
Sociedade 50/50 merece atenção especial
Deadlock pede negociação, mediação, compra de participação ou dissolução; o litígio exige documentação organizada.
Litígio prolongado pode destruir parte do próprio negócio discutido

Sociedade 50/50 travada
ferramenta
O problema central
Capacidade financeira dos sócios
Dossiê para eventual litígio
Ler o capítulo completo42 trechos
Quando dois sócios possuem metade da sociedade e entram em conflito, pode surgir bloqueio decisório.
Nenhum consegue formar maioria sozinho
A empresa pode ficar paralisada
Isso é conhecido como deadlock
A solução pode envolver:
- negociação;
- mediação;
- compra de participação;
- dissolução.
O melhor caminho depende da situação
Não existe mecanismo universal
Cláusulas de shotgun, por exemplo, podem existir em alguns acordos
Mas precisam ser analisadas com cuidado
Diferença de capacidade financeira pode gerar desequilíbrio
Mediação pode ser útil
Especialmente quando:
- empresa continua economicamente viável;
- relacionamento entre os sócios é o problema.
Um terceiro neutro pode ajudar a construir:
- preço;
- cronograma;
- forma de saída.
Negociação pode preservar valor
Isso não significa que acordo será sempre possível
Mas vale avaliar antes
Dissolução judicial pode ser necessária
Especialmente quando não existe consenso sobre:
- saída;
- valor;
- obrigação de pagamento.
O processo pode envolver discussão sobre:
- data da resolução;
- haveres;
- responsabilidade.
Em determinadas situações, perícia contábil pode ser necessária
O litígio precisa ser preparado com documentação
Contrato social é uma das principais fontes
Acordo de sócios também
Atas também
E-mails podem ser relevantes
Documentação contábil será fundamental para questões econômicas
Por isso, organização prévia faz diferença
Falecimento de sócio também pode gerar dissolução parcial
A sociedade não termina necessariamente com o falecimento: sucessores podem ingressar ou a participação ser liquidada.
Planejamento sucessório reduz incerteza
Falecimento e incapacidade
ferramenta
Ler o capítulo completo18 trechos
Esse é um caso importante.
A sociedade não necessariamente termina com o falecimento
É necessário verificar:
- contrato social;
- regras aplicáveis.
Pode ocorrer:
- ingresso de sucessores;
- liquidação da participação.
Isso precisa ser tratado com cuidado
Questões sucessórias podem se cruzar com a matéria societária
Inventário também pode estar envolvido
O valor da participação pode precisar ser apurado
Empresa familiar deve planejar esse risco
Contrato social pode antecipar regras
Acordo de sócios também
Incapacidade também pode afetar a relação societária
A governança precisa prever continuidade
A empresa não pode depender totalmente da atuação pessoal de um único sócio sem plano
Dissolução e liquidação também são diferentes
Dissolução, liquidação e extinção são etapas distintas; quitação e pagamento diferido exigem redação cuidadosa.
Encerrar o CNPJ não deve ser confundido com resolver o conflito societário

Da dissolução à extinção
ferramenta
Cláusula de quitação
Ler o capítulo completo77 trechos
Dissolução também pode ocorrer por decisão consensual de todos
Nesse caso, pode ser necessário caminhar para:
- dissolução;
- liquidação;
- extinção.
Esse cenário se aproxima do distrato social
Mas dissolução é conceito mais amplo
O distrato é uma forma documental utilizada em determinados encerramentos consensuais
Nem toda dissolução termina em simples distrato
Especialmente quando existe conflito
Dissolução
Inicia ou caracteriza o encerramento da relação societária, total ou parcialmente.
Liquidação
Na dissolução total, organiza os ativos, passivos e relações pendentes para permitir a extinção.
Extinção vem depois
Quando a sociedade é totalmente encerrada.
Essa sequência precisa ser entendida
Pendências podem continuar
Dívidas não desaparecem
Processos também não
Responsabilidades precisam ser analisadas
Em dissolução total, ativos precisam ser levantados
Passivos também
Credores precisam ser considerados
O patrimônio remanescente pode ser destinado conforme a estrutura aplicável
Distribuir ativos antes de tratar obrigações pode gerar risco
A liquidação precisa ser organizada
Contratos também precisam ser encerrados
Funcionários também precisam ser tratados
Obrigações fiscais permanecem relevantes
Por isso, dissolução total exige trabalho integrado
Societário, contábil e tributário precisam conversar
Em dissolução parcial, a empresa continua
Isso muda completamente a lógica
O objetivo deve ser retirar um sócio sem destruir a operação
Capital social pode precisar de ajuste
Dependendo de como a participação será tratada.
Pode haver:
- redução;
- redistribuição.
Outra pessoa pode adquirir a participação
A estrutura precisa ser definida
Quotas do sócio não simplesmente desaparecem
O ato societário precisa refletir o resultado
A alteração contratual precisa ser registrada
O QSA também precisa ser atualizado
Bancos também
Cadastros relevantes também
A saída só está operacionalmente concluída quando a estrutura oficial acompanha a decisão
Responsabilidade por fatos anteriores também precisa ser considerada
A saída do quadro societário não significa necessariamente desaparecimento imediato de toda responsabilidade relacionada ao período anterior
Por isso, cronologia e natureza das obrigações precisam ser analisadas
O contrato particular não consegue apagar direitos de terceiros por simples declaração
Essa distinção é fundamental
Cláusula de quitação precisa ser redigida com cuidado
Sócios podem querer encerrar todas as relações entre eles.
Pode existir quitação recíproca
Mas ela deve ter objeto compreensível
Não deve esconder:
- obrigação ainda desconhecida;
- direito de terceiro.
Reservas podem ser necessárias
Indenizações também
Contingências antigas podem aparecer depois da saída
Quem ficará responsável internamente?
Isso pode ser objeto do acordo
Mas novamente:
a repartição interna não necessariamente vincula terceiro.
Esse ponto precisa ser explicado aos sócios
A saída também pode ocorrer com pagamento diferido
Nesse caso, ex-sócio pode se tornar credor
Garantias podem ser negociadas
Vencimento antecipado pode existir
Inadimplemento precisa ter consequência
Tudo precisa ser formalizado
A sociedade não deve depender de acordo verbal depois de um conflito societário
A documentação é especialmente importante nessa fase
Dissolução pode envolver vários documentos
Notificação, ata, alteração, acordo de saída e cessão; o caminho precisa ser executável, tributariamente avaliado e preventivo.
Um acordo impossível de cumprir apenas adia o conflito
Custo total da saída
ferramenta
Via
Ler o capítulo completo78 trechos
Dependendo do caso:
- notificação;
- ata;
- alteração contratual;
- acordo de saída;
- instrumento de cessão.
Não existe necessariamente um único “contrato de dissolução”
A documentação depende da estrutura escolhida
Em conflito, instrumento de transação pode ser importante
Ele pode resolver:
- haveres;
- dívidas;
- ativos;
- garantias.
Isso pode ser mais amplo que a alteração registrada na Junta Comercial
Documento público e acordo privado podem coexistir
Mas precisam ser coerentes
Acordos laterais contraditórios aumentam risco
Ordem de prevalência pode ser necessária
Deveres futuros precisam ser claros
Dissolução também pode revelar irregularidades antigas
Por exemplo:
- contrato social desatualizado;
- distribuição informal de resultados;
- retirada sem documentação.
Essas pendências precisam ser avaliadas
Regularização prévia pode ser necessária
Não é recomendável “corrigir” o passado com documentos fictícios
O caminho precisa refletir a realidade
Datas precisam ser verdadeiras
Registros precisam ser feitos adequadamente
Provas precisam ser preservadas
Due Diligence societária interna pode ajudar
Ela pode mapear:
- documentos;
- participações;
- poderes.
Isso cria base para negociação
Sem documentação, cada sócio pode apresentar uma versão diferente da história
Organizar os fatos reduz conflito
O lado econômico também precisa ser compreendido
Quanto vale a saída?
Quanto a empresa consegue pagar?
Existe caixa?
Será necessário vender ativo?
A solução jurídica precisa ser economicamente executável
Por isso, fluxo de caixa deve ser considerado
Parcelamento precisa ser realista
Garantias precisam ser compatíveis
Planejamento tributário também pode ser relevante
A forma utilizada para saída pode produzir consequências tributárias diferentes.
Cessão onerosa de participação possui lógica própria
Apuração de haveres pode apresentar outra estrutura
Transferência de bens também pode gerar efeitos
Por isso, o caminho não deve ser escolhido apenas juridicamente
Contabilidade e tributário precisam participar quando necessário
A empresa precisa analisar o custo total da saída
Não apenas o valor pago ao sócio
Custos de registro também existem
Tributos podem existir
Honorários e perícias podem existir
Uma solução negociada pode ser economicamente mais eficiente
Mas precisa ser equilibrada
Não se deve pressionar parte vulnerável apenas para evitar processo
A negociação precisa ser sustentável
Dissolução de sociedade pode ser preventiva
Essa expressão parece contraditória, mas não é.
Quando os sócios reconhecem cedo que seus projetos deixaram de ser compatíveis, podem estruturar uma saída antes que o conflito destrua valor.
Quanto antes forem definidos:
- preço;
- responsabilidades;
- transição,
maior a possibilidade de continuidade ordenada.
Esperar o conflito se tornar pessoal pode dificultar tudo
Governança societária serve também para prever como a relação termina
Um bom acordo de sócios não trata apenas da entrada
Ele também trata da saída
Essa é uma das funções mais importantes da documentação societária
Como funciona a assessoria em Dissolução de Sociedade?
O trabalho pode envolver:
1. Diagnóstico da Estrutura Societária
Análise de:
- Contrato social
- Acordo de sócios
- Participações
- Administração
2. Identificação da Modalidade de Saída
Verificação entre:
- Cessão
- Retirada
- Exclusão
- Dissolução total ou parcial
3. Levantamento Patrimonial e Contábil
Mapeamento de:
- Ativos
- Passivos
- Créditos
- Obrigações
4. Apuração ou Negociação dos Haveres
Definição dos critérios aplicáveis à participação do sócio que deixa a sociedade.
5. Organização das Obrigações entre os Sócios
Tratamento de:
- Dívidas
- Garantias
- Ativos em posse de sócios
6. Negociação da Saída
Estruturação de:
- Valor
- Forma de pagamento
- Transição
7. Documentação
Preparação dos instrumentos societários e contratuais necessários.
8. Alterações e Registros
Atualização da estrutura perante os órgãos competentes.
9. Implementação Operacional
Revisão de:
- Bancos
- Procurações
- Acessos
- Contratos
10. Contencioso, Quando Necessário
Estruturação da estratégia jurídica quando não houver solução consensual.
Como a FIX Compliance atua
A FIX Compliance pode auxiliar sociedades, sócios e empresários na análise, negociação e formalização de dissoluções societárias.
O trabalho pode envolver, conforme a necessidade:
O escopo depende da causa da dissolução, do grau de consenso entre os sócios, da situação patrimonial da empresa e da existência de conflitos sobre valores, responsabilidades ou continuidade do negócio.
Para quem esse serviço é indicado?
A assessoria em Dissolução de Sociedade pode ser especialmente relevante para:
O relacionamento societário terminou. Mas a empresa também precisa terminar ou existe uma forma de separar os sócios preservando o negócio?
Essa é a pergunta central.
Uma dissolução societária bem estruturada precisa ajudar as partes a responder:
e
Dissolução de sociedade não deve ser tratada apenas como o fim de uma empresa.Muitas vezes, ela é a reorganização jurídica necessária para encerrar uma relação entre sócios e permitir que o negócio continue com uma estrutura compatível com sua nova realidade.
Perguntas sobre dissolução de sociedade
O que sócios e empresas perguntam quando a relação societária chega ao fim.
O que é dissolução de sociedade?
Qual a diferença entre dissolução total e parcial?
Sair da sociedade é o mesmo que vender as quotas?
O que é apuração de haveres?
Ter 30% das quotas dá direito a 30% do capital social?
O sócio pode ser excluído porque os demais não querem mais conviver com ele?
Ao sair da sociedade, o aval e a fiança deixam de valer?
O que fazer quando a sociedade 50/50 está travada?
O que acontece com as quotas quando um sócio falece?
Encerrar o CNPJ resolve o conflito entre os sócios?
Referências oficiais
Conteúdo informativo. As ferramentas usam modelos simplificados e ilustrativos, não constituem cálculo de haveres nem parecer e não substituem a análise jurídica, contábil e tributária do caso concreto.
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Se sua empresa enfrenta saída de sócio, conflito societário, necessidade de apuração de haveres ou discussão sobre dissolução total ou parcial, fale com a FIX Compliance.
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Quantos sócios, quem pretende sair ou encerrar, se há acordo e quais documentos existem. Sigilo garantido.
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